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Telespectadores tranformam Jeffrey Dahmer em símbolo sexual após série da Netflix

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Pode parecer estranho e até chocante, mas algumas pessoas não têm aversão a certos serial killers. Então, acabam criando uma espécie de fã clube, comentando o quanto o criminoso é bonito e até simpático. Esse é o caso que está acontecendo após o lançamento da série da Netflix sobre Jeffrey Dahmer.

Dahmer: O Canibal Americano relata os assassinatos horrendos cometidos pelo “monstro de Milwaukee”. Assim, vários perfis de fãs surgiram recentemente, com o assassino de 17 homens e garotos se tornando um sex simbol de alguns internautas. Segundo o New York Post, alguns espectadores de Dahmer: O Canibal Americano manifestaram sentimentos amorosos pelo serial killer, que cometia necrofilia e canibalismo em seus crimes hediondos, nas redes sociais.

“A foto de Jeffrey Dahmer definitivamente dá algo que eu não sabia ou achava que teria”, escreveu um internauta no Twitter. “Jeffrey Dahmer é quente”, apontou mais um. Além disso, outra pessoa se irritou sobre o fato de fotos do ator Evan Peters, que interpreta o serial killer na série da Netflix, ser o primeiro resultado quando se busca algo sobre Jeffrey Dahmer.

Dahmer

jeffrey dahmer evan peters

Netflix

Dahmer: O Canibal Americano bateu recordes na plataforma, tornando-se o título seriado mais assistido em sua estreia na Netflix desde a quarta temporada de Stranger Things. De acordo com a revista Forbes, a minissérie, protagonizada por Evan Peters, ator conhecido principalmente pelo seu trabalho em American Horror Story, foi vista por mais de 196,2 milhões de horas entre os dias 21 a 25 de setembro, sua semana de estreia.

Assim sendo, vale destacar que Evan Peters não é novato quando o assunto é retratar personagens assassinos, tendo interpretado Tate Langdon, James March, Kai Anderson e até Charles Manson nas temporadas de American Horror Story. No entanto, vestir Jeffrey Dahmer se mostrou ser um desafio.

“Eu estava muito assustado com todas as coisas que Dahmer fez, e mergulhar nisso e tentar me comprometer [interpretar esse personagem] seria absolutamente uma das coisas mais difíceis que eu já tive que fazer na minha vida porque eu queria que fosse muito autêntico”, pontuou o artista durante uma entrevista à Netflix.

“Mas, para fazer isso, eu teria que ir a lugares realmente escuros e ficar lá por um longo período de tempo”, explicou o ator. Além disso, o ator expressou a importância da equipe da Netflix. “Devo dizer que a equipe foi fundamental para me manter no corrimão. Não posso agradecê-los o suficiente e não poderia ter feito nada desse papel sem eles… Foi um desafio tentar ter essa pessoa que era aparentemente tão normal, mas por baixo de tudo isso, tinha todo esse mundo que estava mantendo em segredo de todos”, completou.

Vítimas

Na sequência, o ator expressou como tratou famílias das vítimas. “Foi importante respeitar as vítimas e as famílias das vítimas para tentar contar a história da forma mais autêntica possível”, declarou. No entanto, famílias das vítimas se manifestaram, como foi o caso de Eric, primo de Errol Lindsey, morto pelo assassino aos 19 anos.

“Eu não estou dizendo a ninguém sobre o que assistir. Eu sei que a mídia de true crime é enorme agora, mas se você está realmente curioso sobre as vítimas, minha família (os Isbells) está furiosa com essa série”, afirmou ele no Twitter. Eric ressaltou que rever a história faz com que eles também revivam sentimentos dolorosos.

Assassinos

Ted Bundy

1979 AP

Produções sobre serial killers vêm sendo amplamente amadas, como foi o caso das obras sobre Ted Bundy lançadas recentemente. Então, é perceptível o fascínio do público por essas pessoas terríveis, mas por quê? O criminologista Dr. Scott Bonn diz que o apelo de consumir mídia de crime real é simples: “Os assassinos em série animam e encantam as pessoas, assim como acidentes de trânsito, acidentes de trem ou desastres naturais. As pessoas não querem olhar, mas não podem desviar o olhar.”

Desse modo, Dr. Bonn compara o true crime ao gênero de terror; eles podem ser considerados histórias assustadoras para adultos. Muitos de nós gostamos de ter medo. Sentimos uma descarga de adrenalina e endorfina como resultado do nosso medo, mas queremos obter esse medo de uma forma controlada que não seja realmente perigosa.

Em seu blog Psychology Today, Dr. Bonn diz que “assassinos em série são tão extremos em sua brutalidade e tão aparentemente não naturais em seu comportamento que a sociedade é fascinada por eles. Muitas pessoas são morbidamente atraídas pela violência dos serial killers, porque não conseguem compreender suas ações, mas se sentem compelidas a fazê-lo.”

“A incompreensibilidade de seus crimes faz com que os serial killers pareçam enigmáticos na mente do público. O fascínio por assassinos em série é baseado em parte na necessidade de entender por que alguém faria coisas tão horríveis com outras pessoas que geralmente são completamente estranhas para eles”. Os humanos naturalmente tentam entender seu mundo, mas os serial killers estão fora de nosso entendimento lógico de motivação.

Atração por assassinos em série

Dessa forma, a atração por essas pessoas é um passo a mais no fascínio. Existe até um termo: Hibristofilia, a atração sexual por pessoas que agiram contra a sociedade por meio de revolta e crime. Ted Bundy recebeu centenas de cartas de amor enquanto estava atrás das grades e Richard Ramirez se casou com uma de suas “fãs”.

No entanto, a criminologista Dra. Melissa Hamilton acha que a hibristofilia é apenas uma pequena parte da psicologia. “Acho que a possibilidade de excitação sexual é provavelmente atribuída a um número relativamente pequeno de casos”, diz ela.

A atração pode ser explicada por uma série de fatores, como o carisma e a coragem que assassinos em série tendem a ter, assim como seu poder inacreditável de manipulação. Além disso, é comum a crença de que seja possível “consertá-los”. Com isso, ser tratado como “especial” por não ser uma vítima e considerar o relacionamento “seguro” porque o parceiro é capaz de cometer crimes (contra os outros) e mais faz com mais pessoas creiam que o relacionamento pode funcionar.

Fonte: Metrópoles

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