Curiosidades

Três raças de cães que desapareceram

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Por séculos, o mundo abrigou diversas raças de cães. No entanto, muitas delas desapareçam e agora são apenas lembradas a partir de desenhos que retratam as suas características físicas e a época que viveram.

Confira a seguir algumas raças de cachorros que desapareceram.

Turnspit

Henry Wigstead, H Weir

No sul do País de Gales, em um local montanhoso, dentro das paredes quase destruídas de um castelo, poderá ser encontrado o último membro de uma linhagem que desapareceu há muitos anos. A cadela chamada Whisky possui corpo em formato de salsicha, pernas curtas e compactas. Em uma primeira olhada, poderia ser uma variedade exótica da raça dachsund, mas de perto, notará algumas singularidades.

O pelo do animal é vermelho e sedoso, no entanto, é desalinhado, parecendo um Yorkshire. Enquanto isso, a sua cauda é parecida com a dos lulus-da-pomerânia. Já o rosto é composto por um nariz voltado para cima e orelhas como a do cocker spaniel, cortadas rente à sua cabeça. 

Apesar dessa características, a Whisky é, na verdade, uma cadela empalhada da raça Turnspit. Essa é a última recordação da raça que foi extinta na era vitoriana.

Acredita-se que ela trabalhava na cozinha de uma propriedade rural próxima. A cadela teria passado muitas horas na cozinha, fazendo girar um espeto para assados, após correr em cima de uma espécie de roda para hamsters maior, que ficava pendurada na parede em cima do fogo.

Cão Poi havaiano

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O Turnspit não foi a única raça que desapareceu. No Havaí existia o Poi, raça que só comia vegetais e era mais tratado como cabra do que como cães.

Considerados animais feios devido a sua aparência esquelética, com patas pontudas, os Poi não conseguiam latir, o que não ajudou a sua imagem. De acordo com Carys Williams, pesquisadora da ONG Dogs Trust, no Reino Unido, que estudou os Poi, os animais só sabiam uivar e ganir.

Devido às evidências genéticas, acredita-se que os Poi eram parentes próximos dos dingos australianos e descendiam de cães levados às ilhas séculos atrás. O povo da época tratava os cães como animais de estimação, isso porque não existia trabalho para eles realizarem, visto que não havia grandes predadores na ilha, nem precisavam de transporte, pelo fato delas serem muito pequenas.

No entanto, o animal poderia ser servido como comida em banquetes de cerimônias. Além disso, a pelagem do cão poderia ser utilizada para a produção de roupas e seus dentes para a produção de jóias.

Uma curiosidade sobre essa raça é que ela era vegetariana. Isso pode explicar o prato havaiano com o mesmo nome, que é feito à base de raízes.

Acredita-se que essa raça desapareceu após a chegada dos colonizadores com seus cachorros. Isso fez com que os cruzamentos entre raças aumentasse a miscigenação e extinguisse os cães nativos.

Salish

Segredos do Mundo

Na Costa Salish, na região noroeste do litoral do Pacífico Canadá existia o Salish, um cão-pastor criado para produzir lã, que era usado para criar roupas. Importante para a cultura dos povos do grupo indígena, os cachorros felpudos possuíam orelhas moles e eram sempre brancos. Já a sua lã macia era penteada, com isso, os pelos que soltavam podiam ser transformados em cobertores.

É importante falar sobre a importância dos cães. Estes animais eram tratados com respeito e reinavam na casa das pessoas. Além disso, por serem utilizados para caçar, os cachorros eram considerados intermediadores entre os animais e os seres humanos. Por esse motivo, eles recebiam nomes e eram enterrados quando mortos.

O animal também acabou sendo extinto com a chegada dos colonizadores, o que trouxe outras formas de produzir tecidos.

Fonte: Terra

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