Curiosidades

Um buraco negro super massivo desapareceu

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O universo sempre foi um tema de grande interesse para nós. Sua imensidão e todo o desconhecido que o circunda atiçam a curiosidade de todos os cientistas e até mesmo de pessoas que são intrigadas para saber o que tem nesse universo além de nós.

A totalidade do espaço ainda não foi entendida, mas existem coisas que os cientistas já conseguiram descobrir, entender, em algum nível, e descrever.

Ele está cheio de aglomerados de galáxias. No entanto, a chamada Abell 2261 está em uma classe própria. Na galáxia no centro do aglomerado, onde deveria haver um dos maiores buracos negros supermassivos, os astrônomos não conseguiram achar nenhum vestígio dele.

Analisando mais a fundo, o sumiço desse buraco negro supermassivo ficou ainda mais intrigante. Até porque, se o buraco supermassivo voou para o espaço deveria existir evidências da sua passagem. No entanto também não existe sinal disso no material em volta do centro galático.

Buraco negro

Os aglomerados de galáxias são as maiores estruturas conhecidas de ligação gravitacional no universo. Geralmente, esses grupos são centenas a milhares de galáxias que estão juntas com uma galáxia brilhante fora do comum no centro ou perto dela. Ela é conhecida como galáxia de aglomerado mais brilhante (BCG).

E mesmo entre os BCGs, o BCG de Abell 2261, se destaca. Ele tem  aproximadamente um milhão de anos-luz de diâmetro, que é até 10 vezes o tamanho da Via Láctea. Além  de um núcleo enorme e inchado de 10 mil anos-luz de diâmetro. Ele é o maior núcleo galáctico já visto.

Baseado na massa da galáxia, era para existir uma besta absoluta de um buraco negro no núcleo. Isso poderia fazer com que ele fosse um dos maiores buracos negros conhecidos.

No entanto, ao invés de conter a radiação igual se esperaria de um buraco negro supermassivo ativo, o núcleo de Abell 2261 é preenchido com uma névoa difusa de luz brilhante das estrelas. E vários instrumentos, como o Observatório de raios-X Chandra, o Very Large Array e o Telescópio Espacial Hubble, não encontraram qualquer indício de um buraco negro no centro de Abell 2261.

Agora,  uma equipe de astrônomos, liderados por Kayhan Gultekin, da Universidade de Michigan, foi ao Observatório de raios-X Chandra para fazer observações mais profundas. Ele se baseou na ideia de que o buraco  negro supermassivo foi expulso.

Desaparecimento

Essa ideia não é uma coisa tão improvável. Já que se espera que os BCGs cresçam quando se fundem com outras galáxias. Quando isso acontece, os buracos negros supermassivos no centro das galáxias em fusão também se fundem. Com isso eles espiram lentamente em direção ao outro antes de se unirem para viraram um buraco negro maior.

Graças a astronomia das ondas gravitacionais, se sabe que a fusãop de buracos negros supermassivos envia ondas gravitacionais ondulando pelo espaço-tempo. Por isso, é possível que, se as ondas gravitacionais fossem mais fortes em uma direção, o recuo gravitacional seria capaz de chutar o buraco negro fundido na direção oposta.

Existe várias pistas que essa fusão pode ter acontecido no coração de Abell 2261 BCG. A equipe descobriu que a densidade do gás quente diminuiu conforme o centro se aproxima. Por conta disso, a maior densidade de gás não está no meio do núcleo, e sim ao redor dele.

E como os buracos negros não emitem radiação detectável, e normalmente podem ser detectados quando estão se alimentando. Então, é possível que exista um buraco negro no centro de Abell 2261 BCG.

No entanto, outra explicação é que o buraco negro foi chutado bem mais longe que os pesquisadores estavam procurando.

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