Isso é o que existe do outro lado de um buraco negro

POR Isabela Ferreira    EM Ciência e Tecnologia      17/05/18 às 19h20

Em termos técnicos, um buraco negro pode ser definido como uma região do espaço da qual absolutamente nada é capaz de escapar, nem mesmo partículas que se movimentam na velocidade da luz. Ao longo dos anos esses objetos vem chamando nossa atenção e mais ainda, alimentando nossa imaginação. Mas a grande verdade é que, quando se refere ao assunto, ainda temos muito mais perguntas do que respostas.

Mas no fim das contas, parece que o nome "buraco negro"acabou levando as pessoas a acreditarem em uma imagem distorcida da realidade. E as imagens que podemos encontrar na internet também não ajudam muito. A ideia que está impregnada na cabeça de muita gente é que eles são imensos portais capazes de nos levar para outra dimensão. Que através deles, podemos encontrar mundos paralelos com outras versões de "nós" vivendo em uma realidade alternativa a nossa. Será mesmo?

Afinal, o que há do outro lado de um buraco negro?

Embora ainda tenhamos muitos mistérios para desvendar, uma coisa é certa... Não existe nada do outro lado de um buraco negro. Isso mesmo, eles não te levam para lugar nenhum, portanto, não há nada do lado de lá. Eles são apenas corpos celestes que possuem massas gigantes, cercados por um campo gravitacional fora da compreensão humana. Não é como se realmente fossem passagens mágicas para um outro mundo.

Mas o que acontece então com tudo que é atraído para seu centro? O que aconteceria caso você caísse em um deles? Bom, vamos lá! Para que você entenda melhor, imagine-se carregando um elefante. Você está sentando no sofá de sua sala e agora precisa se levantar e carregar um gigante desses nas costas. Precisa dar apenas alguns passos e em seguida, colocar o animal no chão novamente. E aí, o que aconteceria? Não é muito difícil imaginar que acabaria feito um patê no chão, completamente esmagado.

O que aconteceria se você caísse em um deles

Este seria seu destino caso o fator de gravidade da Terra fosse aumentado em 50 vezes, por exemplo. Agora, se aumentássemos a gravidade em torno de seu sofá a um nível próximo do buraco negro mais fraco que existe, a sensação seria cerca de bilhões de vezes mais forte do que sua experiência com o elefante.

Sim, você sofreria uma instantânea transformação, tendo seu corpo inundado por terríveis forças de marés que desenrolariam seu corpo em fluxos de átomos. Em seguida, sua massa simplesmente seria acrescentada ao buraco negro. Pois é, nada de ir para um universo paralelo. Mas calma que a pior parte ainda está por vir!

Partindo do pressuposto de que o tempo é alterado nas proximidades de um buraco negro, o universo externo apenas observaria sua descida em relação ao objeto de forma cada vez mais devagar. Em tese, levaria uma enorme quantidade de tempo até que você virasse parte do buraco. Até os fótons refletidos em seu corpo recém-moldado se estenderiam, ficando cada vez mais vermelhos até que você simplesmente desaparecesse. Imagine essa sensação!

Qualquer coisa com massa é capaz de distorcer o espaço-tempo, portanto, quanto mais massa você tem, maior a distorção que você terá. Dessa forma, se estava em seus planos viajar para um buraco negro, é melhor reconsiderar. Primeiro, porque você não seria capaz de encontrar nada do outro lado, segundo, porque acabaria sendo desintegrado e fazendo parte dele.

E então pessoal, o que acharam? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!

Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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