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Vasily Arkhipov, o homem que salvou o mundo de uma guerra nuclear

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Todos nós tememos uma possível guerra, até porque nossa história está cheia desses confrontos que já mataram centenas de pessoas. O maior medo talvez seja de uma guerra nuclear, ou guerra atômica, como preferir. Isso porque trata-se de uma guerra em que são usadas armas nucleares. Esse tipo de armamento só foi utilizado no final da Segunda Guerra Mundial.

O que muitas pessoas podem não saber é que uma possível guerra nuclear foi evitada por um único homem. Entre os dias 16 e 28 de outubro de 1962, os EUA e a União Soviética estavam levando o mundo à beira do apocalipse. E a crise dos mísseis em Cuba, que foi amplamente televisionada, no auge da Guerra Fria, só não acabou como um conflito nuclear graças ao russo Vasily Arkhipov.

No dia 27, Arkhipov e outros oficiais da Marinha Soviética estavam a bordo do submarino B-59, que estava carregado com armas nucleares. Na superfície, a Marinha dos Estados Unidos tinha 11 navios de guerra e o porta-aviões USS Randolph. Mesmo que eles estivessem em águas internacionais , ou seja, proibidos de atacar, os EUA começaram a dar sinais de que lançariam cargas de profundidade.

Conflito

WIkipedia

Na visão dos oficiais russos, isso já era um grande sinal. Como as cargas de profundidade nuclear tinham um poder de destruição muito grande, elas poderiam acabar com o submarino onde os russos estavam.

Como se isso não fosse o bastante, o contato deles com Moscou tinha sido cortado e doses altas de dióxido de carbono estavam presentes no interior do veículo, o que fazia com que uma decisão racional fosse ainda mais difícil.

Nesse momento o capitão Valentin Grigorievitch Savitsky decidiu lançar um torpedo nuclear. No entanto, essa decisão deveria ser aceita pelos três oficiais que estavam a bordo. Depois de muita discussão, o comandante da flotilha, Arkhipov, foi contra o lançamento.

Evitou uma guerra

Aventuras na história

O homem conseguiu convencer seus colegas a subir e aguardar ordens vindas de Moscou. Por conta dessa decisão, Arkhipov acabou evitando uma guerra nuclear que com certeza aconteceria se a arma russa tivesse sido lançada.

De acordo com Washington, a indicação a respeito do lançamento das cargas foi enviada para sinalizar os russos para eles subirem à superfície. Mais tarde, o historiador e consultor de John F. Kennedy, Arthur Schlesinger, diria que aquele “não foi apenas o momento mais perigoso da Guerra Fria. Foi o momento mais perigoso da história humana”.

Guerra nuclear

O Globo

Uma guerra nucelar afetaria muito mais do que a humanidade. Todo o planeta sofreria as consequências. Um novo estudo fez o modelo do impacto que a fumaça da precipitação de uma guerra dessas teria na atmosfera da Terra. Os resultados são bastante sombrios.

Os modelos usados foram alguns dos mais atualizados e detalhados que já se aplicou nessa tarefa. Eles levaram em consideração as reações químicas complexas que aconteceriam na atmosfera terrestre.

Essas novas descobertas mostraram que os danos ao meio ambiente podem ser mais graves e durar mais do que se pensava em estudos anteriores. Isso porque agora se levou em consideração os danos do efeito inicial de aquecimento das explosões nucleares, bem como a subsequente perda da camada de ozônio.

“Embora suspeitássemos que o ozônio seria destruído após a guerra nuclear e isso resultaria em maior luz ultravioleta na superfície da Terra, se houvesse muita fumaça, isso bloquearia a luz ultravioleta. Agora, pela primeira vez, calculamos como isso funcionaria e quantificamos como isso dependeria da quantidade de fumaça”, disse o cientista climático Alan Robock, da Rutgers University em Nova Jersey.

No estudo, a equipe analisou o impacto que uma guerra nuclear teria tanto regional como globalmente, tendo 5 e 150 megatrons de fuligem liberados respectivamente. Uma guerra nuclear global iria deixar uma perda média de 75% da camada de ozônio ao longo de 15 anos. E uma guerra regional deixaria uma perda de 25% em um período de 12 anos.

Consequências

Brasil acadêmico

De acordo com o estudo, por mais que a fumaça bloqueie os raios de sol a princípio, rajadas de luz ultravioleta mais forte seguiriam dentro de alguns anos. Elas atingiram a superfície do planeta por conta dos danos na camada de ozônio.

Essas variações na luz ultravioleta estariam ligadas a várias coisas, desde câncer de pele até processos agrícolas e sobrevivência de ecossistemas. A chegada de muita luz na Terra traria consequências profundas para qualquer pessoa e coisa que tivesse sobrevivido.

“As condições mudariam dramaticamente e as adaptações que podem funcionar no início não ajudarão conforme as temperaturas voltam a se aquecer e a radiação ultravioleta aumenta. Assim que a fumaça estiver se dissipando, você obterá essa rajada de raios ultravioleta com impactos completamente diferentes na saúde humana e na agricultura”, explicou o cientista atmosférico Charles Bardeen , do National Center for Atmospheric Research (NCAR), no Colorado.

“Além de todas as fatalidades que aconteceriam quase imediatamente, os efeitos climáticos e os efeitos UV seriam generalizados. Eles não são locais onde a guerra ocorre. Eles são globais, então afetariam a todos nós”, concluiu Bardeen.

Fonte: Aventuras na história, Science Alert

Imagens: Aventuras na história, Wikipedia, O Globo, Brasil acadêmico

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