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O homem que levou cerveja para seus amigos na guerra do Vietnã

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De todas as formas de álcool, a cerveja é a mais duradoura e popular. Sua primeira fabricação foi há milhares de anos. E desde as civilizações antigas, ela vem resistindo ao tempo e sendo consumida por milhares de pessoas ao redor do mundo.

O mais interessante é que a bebida esteve presente nas mais variadas situações da história, até mesmo naquelas que nem imaginamos, como por exemplo, na guerra. É justamente isso que o longa “Operação cerveja”, estrelado por Zac Efron e Rusell Crowe, mostra. A produção conta a surpreendente e verídica história de Chickie Donohue, que decide levar cerveja para seus amigos que estão em combate durante a Guerra do Vietnã.

Cerveja

Aventuras na história

O homem decidiu viajar sozinho para a linha de frente da guerra e presentear seus amigos com suas cervejas preferidas. Por mais fictício que pareça, o filme é um conto sincero sobre amadurecimento, amizade, lealdade e sacrifício.

Em seu caminho para levar a bebida para seus amigos, Chickie confronta a realidade da guerra. E por conta dos reencontros com os amigos, ele é empurrado para as complexidades e responsabilidades da vida adulta.

História

“Operação cerveja” tem a direção de Peter Farrelly e estreia na Apple TV+ no dia 30 de setembro. A produção se baseia no livro de John “Chick” Donohue e  J.T. Molloy. No elenco também estão, Jake Picking, como Rick Duggan; Kyle Allen como Bobby Pappas; Archie Renaux de Tom Collins; Will Ropp como Kevin McLoone; e Will Hochman como Tommy Minogue.

Bebida

Science Alert

A importância da cerveja é maior do que muitas pessoas imaginam. Tanto é que arqueólogos descobriram alguns dos artefatos mais antigos já encontrados relacionados à cerveja. Essa descoberta foi feita em Qiaotou, no sul da China, e data de nove mil anos atrás. Contudo, parece que os bebedores em questão não estavam usando a cerveja para um fim recreativo.

Nessa descoberta encontrou-se dois esqueletos humanos cercados por dezenas de potes de cerâmica. Na realidade, elas são algumas das primeiras cerâmicas pintadas já encontradas. E de todos os 50 vasos, os pesquisadores levaram 20 para serem analisados.

Algumas pesquisas anteriores já tinham estabelecido critérios para identificar itens alimentares de valor social no registro arqueológico, como se os ingredientes fossem difíceis de coletar ou demorassem para se produzir.

Nesse caso, a cerveja preencheu a maioria dos requisitos, o que levou os arqueólogos a concluir que a bebida nos recipientes não era somente uma parte da refeição regular deles.

Ao que tudo indica, a cerveja fez parte de uma cerimônia ou ritual relacionado com o sepultamento dos mortos. Alguns recipientes eram parecidos com o tamanho dos copos atuais, e sete deles se pareciam com potes com gargalo longo que eram usados para beber álcool em períodos posteriores.

“Por meio de uma análise de resíduos de potes de Qiaotou, nossos resultados revelaram que os vasos de cerâmica eram usados ​​para armazenar cerveja, em seu sentido mais geral. Esta cerveja antiga, entretanto, não seria como a IPA que temos hoje. Em vez disso, era provavelmente uma bebida ligeiramente fermentada e doce, que provavelmente tinha uma cor turva”, explicou o antropólogo Jiajing Wang, do Dartmouth College, New Hampshire.

Foram analisadas amostras de amido, fitólitos que são resíduo vegetal preservado e fungos que foram recuperados do interior dos recipientes descobertos. Comparou-se com amostras de controle tiradas do solo ao seu redor.

Com isso, foram encontrados traços de grânulos de amido, fitólitos, mofo e fermento nos potes. Eles eram consistentes com o processo de fermentação da cerveja. Aparentemente, foi usado arroz e alguns tubérculos desconhecidos na preparação da bebida.

“Não sabemos como as pessoas faziam o molde há 9.000 anos, pois a fermentação pode acontecer naturalmente. Se as pessoas tivessem sobras de arroz e os grãos ficassem mofados, elas poderiam ter notado que os grãos se tornaram mais doces e alcoólicos com a idade. Embora as pessoas possam não conhecer a bioquímica associada aos grãos que ficam mofados, elas provavelmente observaram o processo de fermentação e o alavancaram por meio de tentativa e erro”, pontuou Wang.

Fonte: Aventuras na história, Science Alert

Imagens: YouTube, Aventuras na história, Science Alert

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