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Vídeo inédito mostra lulas gigantes caçando presas no fundo do mar

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O nosso planeta esconde segredos que nem mesmo os maiores cientistas conseguiram compreender. Por causa de sua imensidão e tempo de vida, diversas coisas ainda são segredos para nós. Cientistas descobrem, diariamente, diversas coisas. Como por exemplo, novas espécies de animais, plantas e outras coisas.

oceano tem chances de ser uma das partes mais inexploradas e, justamente por isso, surpreendentes do planeta Terra. A imensidão dos oceanos abriga um número incontável de criaturas de todos os tipos. Além de fenômenos curiosos.

As profundezas dos oceanos sempre surpreendem os pesquisadores. Por exemplo, nessa observação da lula gigante em seu habitat natural. Nos primeiros vídeos desse tipo, os cientistas marinhos viram o comportamento deste animal na natureza. Isso revelou, pela primeira vez, como as lulas gigantes perseguem e atacam suas presas.

Oceano

Por mais que as profundezas dos oceanos tenham pressões esmagadoras e uma escuridão hostil para nós humanos, cada vez mais descobertas estão sendo feitas neste ambiente, graças à tecnologia robótica. No entanto, os veículos subaquáticos existentes, em sua maioria, são mais adequados para estudar organismos lentos ou imóveis.

Para as lulas gigantes, as luzes montadas nos veículos subaquáticos podem ser desconfortáveis para seus olhos sensíveis. Além disso, o som e vibração dos veículos também podem assustar os animais. E claro que tentar trazer as lulas gigantes para a superfície não ajudará de nada no estudo do seu comportamento.

Por conta disso que a equipe de pesquisadores liderada por Nathan Robinson, da Fundação Oceanográfica da Espanha, pensou em uma solução diferente. Eles criaram uma plataforma de alto mar passiva e equipada com uma câmera. E sabendo que os olhos das lulas gigantes são otimizados para ver a luz azul, que tem um comprimento de onda mais curto, os estudiosos usaram uma iluminação vermelha que não incomodaria os bichos.

Lulas gigantes

Os pesquisadores também colocaram uma isca para atrair as lulas gigantes; uma água-viva falsa chamada E-jelly. A isca foi equipada com luzes que imitavam a bioluminescência azul brilhante que a água-viva atolla emite quando está em perigo. Por mais que as lulas não sejam conhecidas por comerem água-viva, elas podem ser atraídas pelas luzes de perigo.

Depois de tudo isso feito, a equipe que atua na pesquisa  teve  que esperar.  E a espera valeu a pena. Eles conseguiram registrar vários encontros com lulas gigantes. Tais encontros  aconteceram em profundidade entre 557 e 950 metros no Golfo do México e em Exuma Sound, perto das Bahamas.

Os primeiros encontros foram registrados em 2004 e 2005 com animais de grande porte, que podem ter sido os Promachoteuthis sloanis, com comprimento de um metro.

Os pesquisadores continuaram atualizando a plataforma e conseguiram apurar um Promachoteuthis sloani com o comprimento de 0,5 metro, em 2013. Em 2019, eles filmaram a Architeuthis dux, a própria lula gigante, com tamanho de 1,7 metro.

Comportamento

Esses encontros sugerem que as lulas são caçadoras visuais, já que elas ignoraram a isca olfativa que tinha sido colocada e priorizaram a isca com sinais visuais. E o comportamento de caça da lula gigante foi, talvez, o mais fascinante.

Ela rastreou a plataforma por aproximadamente seis minutos antes de atacar. Isso sugere que o animal estava perseguindo a presa antes de partir para o ataque. Tal comportamento vai contra a suposição de que as lulas gigantes eram predadoras de emboscada. Ao invés disso, o animal parece ser um caçador ativo e engajado.

“Recomendamos que estudos futuros avaliem o valor do uso de sistemas de baixa luminosidade ou iscas ópticas de uma maneira mais robusta do ponto de vista científico. Por exemplo, embora o E-Jelly, que imita a bioluminescência,  pareça ser uma ferramenta eficaz para atrair espécies de cefalópodes, estudos futuros podem avaliar se iscas de diferentes intensidades, cores ou padrões de luz variam em sua capacidade de atrair vários táxons de águas profundas cefalópodes” concluíram os pesquisadores.

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