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Vírus Nipah: o patógeno mortal que causa novo surto na Índia pode se espalhar?

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O objetivo dos vírus é invadir as células de um ser vivo e usá-las para criar novas cópias de si mesmo, que vão repetir esse processo. Normalmente, esse processo de invasão e replicação dura alguns dias até que o sistema imunológico consiga lidar com o problema. Mas se esse não for o caso, esse processo pode evoluir para uma situação mais séria, com risco de morte.

Atualmente, quando se fala de vírus as pessoas já se armam e preparam para o pior. Até porque, foi um deles que causou a pandemia que passamos nos últimos anos. O pior de tudo é saber que existem outros vírus na espreita e que também têm um potencial destrutivo.

Um exemplo disso foi visto na Índia com o surto do novo vírus Nipah. Esse patógeno é parte da lista de prioridades da OMS e tem sua transmissão através de secreções e contato direto com morcegos.

Vírus

In magazine

Esse patógeno é da família dos paramixovirus, que são os responsáveis por doenças como o sarampo e a caxumba. E os reservatórios principais desse vírus são os morcegos do gênero Pteropus, mais conhecidos como raposas voadoras. Mesmo que essas coisas sejam sabidas, até o momento não existe vacina ou remédio para combatê-lo.

De acordo com as últimas informações que foram divulgadas, houve cinco casos positivos e duas mortes no estado de Kerala, no sul do país. Desde 2018, essa é a quarta vez de infecções relacionadas com esse vírus nessa região. Segundo a OMS, o Nipah foi identificado em 1999 pela primeira vez quando aconteceu um surto em uma fazenda de suínos na Malásia.

Quando as pessoas testaram positivo para o vírus Nipah, escolas e escritórios foram fechados em determinadas regiões do estado de Kerala. De acordo com as autoridades, na última quarta-feira, 70 pessoas passaram por uma avaliação, sendo 153 trabalhadores da área de saúde, e os resultados dos exames ainda estão sendo esperados.

Com esses casos acontecendo, Pinarayi Vijayan, ministro-chefe de Kerala, pediu para que as pessoas evitem fazer aglomerações durante os próximos 10 dias e também pediu para que os moradores de Kozhikode usassem máscara quando saíssem de casa e que só fossem aos hospitais em casos de emergência.

Mesmo com essas recomendações, Vijayan disse que não existe motivo para pânico e que todas as pessoas que tiveram contato com aqueles que estão contaminados já estão sob observação das autoridades responsáveis.

Pode chegar no Brasil?

Diário de Pernambuco

Claro que com um surto acontecendo em algum lugar do mundo vem a preocupação se ele pode chegar até o nosso pais. De acordo com especialistas da área, a possibilidade de que o Nipah se espalhe rápido pelo Brasil ainda é pequena por enquanto.

No entanto, é sempre importante ressaltar que com a globalização e um fluxo grande de pessoas indo e vindo de todos os lugares do mundo, tudo isso pode fazer com que fique mais fácil a propagação desse vírus em outros lugares fora da Índia.

Nem sempre ruins

Metrópoles

Por mais que a ideia de relacionar os vírus com algo ruim seja quase que instintiva, a realidade não é sempre essa. A verdade é que nem todos os vírus são ruins. Quanto mais a ciência tem avançado e o estudo de alguns vírus se desenvolve, mais é visto que alguns podem ser benéficos e apresentar possibilidades positivas para o futuro.

Exemplo disso são os bacteriófagos. Esse vírus, que infecta bactérias, foi descoberto em 1915, por Frederick Tort, e ficou famoso no campo da microbiologia sendo usado como uma ferramenta terapêutica para ajudar no controle de infecções bacterianas. Existe uma forma de terapia, que está em desenvolvimento, que poderá ser usada de diversas formas. Ela é chamada de terapia de fagos. Já se fez uso dela para o tratamento de alguns tipos de doença, e ela é uma grande promessa para o tratamento de várias outras enfermidades, desde fibrose cística até câncer.

Além dele, existem os adenovírus. Esse é um grupo de vírus bem comum, e algumas de suas doenças são bronquite, pneumonia, infecções estomacais, resfriados e meningite. Mas pesquisadores descobriram que uma determinada cepa, parte adaptada do vírus o tipo HAdV-52, se liga a um carboidrato encontrado em células cancerígenas.

Com essa descoberta, o tratamento contra o câncer ganha algumas novas possibilidades. Claramente, vários estudos ainda são necessários, mas no futuro isso poderá ser utilizado para ajudar a combater o câncer e ativar o sistema imunológico para fazer com que o próprio corpo os tumores em si.

Também existem os norovírus. Esse tipo de vírus é responsável por epidemias como diarreia em cruzeiros e por devastar colônias de ratos de laboratório com doenças. Mas algumas cepas foram úteis para normalizar ratos que cresceram em ambientes estéreis. O problema era que os ratos não produziam células T suficientes, prejudicando as bactérias intestinais e a resposta imunológica.

Dando bactérias aos ratos, a situação das células imunológicas foi reequilibrada, e adicionando um norovírus o problema podia ser realmente resolvido. Além disso, os pesquisadores descobriram que cepas do norovírus ajudam a diminuir efeitos de patógenos que causam perda de peso, diarreia e outros sintomas relacionados em camundongos.

Fonte: In magazine

Imagens: In magazine, Diário de Pernambuco, Metrópoles

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