Já imaginou como seria trabalhar a mais de 11 mil metros de altitude? Uma comissária de bordo chamada Heather Poole ttrabalha para uma grande companhia aérea dos Estados Unidos há mais 15 anos. Com tantos anos de experiência em voos, ela resolveu publicar um livro, "Cruising Attitude", contando alguns segredos que os comissários escondem.

Afinal das contas, voar repetidas vezes de um lugar ao outro, ter sempre um sorriso no rosto e demostrar as normas de segurança inúmeras vezes exigem alguns truques.

1. Os comissários de bordo só são pagos pelas horas em que o avião está no ar

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Quando o avião atrasa, os comissários sofrem tanto quanto os passageiros, isso se dá porque eles recebem apenas pelas horas voadas. Por exemplo, se um voo que dura apenas duas horas atrasar a decolagem por cinco horas, os comissários recebem apenas o equivalente às duas horas em que o avião estava no ar, mesmo que ele tenha dedicado outas cinco ao mesmo voo.

2. A concorrência é feroz

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Quando a empresa Delta anunciou 1.000 vagas para o cargo de comissário de bordo em 2010,  mais de 100 mil pessoas se inscreveram. Nem as vagas para universidades como Harvard são tão concorridas.

Uma  concorrência tão grande significa que a maioria dos candidatos que se dão bem nas entrevistas têm graus universitários, muitos médicos e advogados fazem a opção pela carreira, por exemplo.

Geralmente se sai melhor quem fala uma segunda língua estrangeira e tem experiência de atendimento ao cliente ou quem já trabalhou para outra companhia aérea, já que isso é um sinal de que você pode lidar com o estilo de vida que o trabalho exige.

3. É preciso ser muito alto ou muito baixo para voar

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Nos anos 60 os requisitos para ser aeromoça eram rigorosos: as mulheres deveriam ter em média um metro e meio, pesar cerca de 58 quilos e se aposentavam aos 32 anos de idade. Dessa maneira, as mulheres acabavam ficando mais ou menos 18 meses no cargo.

Já na década de 1970 organizações pelo direito das mulheres forçaram as companhias aéreas a mudarem as sua exigências. A idade para a aposentadoria compulsória foi a primeira a cair.

A maiorias das restrições de peso desapareceram na década de 90. Hoje, as únicas exigências dizem respeito a segurança: Os comissários de bordo que não podem se sentar no banco ejetável sem cinto de segurança estendido ou não podem sair pela saída de emergência são impedidos de entrarem na carreira.

O mesmo vale para os requisitos de altura: É preciso ser alto o suficiente para pegar o equipamento dos compartimentos superiores, mas não tão alto ao ponto de atingir a cabeça no teto. O que significa ter entre 1,60 e 1,80.

4. Comissários de Bordo podem ser demitidos por razões bizarras

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Os recém-contratados passam por uma avaliação rigorosa constantemente durante os primeiros seis meses. Existem casos de comissários de bordo novatos porque amarraram o suéter do uniforme na cintura ou fingiram ser um atendente de outro voo em um avião de volta para casa. Mas a maior violação é voar se estiver doente, mesmo depois de muito tempo na carreira, os comissários não podem voar sequer como passageiros em outras companhias aéreas.

5. Coca-Zero é a que leva mais tempo para servir

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De todas as bebidas servidas, a Coca-Zero é a que mais demora para abaixar a espuma. Enquanto servem um copo com essa bebida, os comissários teriam tempo para servir outra bebida a três pessoas. Por isso pense bem antes de pedir Coca-Zero.

6. Os comissários percebem quando alguém tenta transportar uma pessoa morta

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Há casos em que pessoas tentem levar cadáveres em voos. Por que alguém faria uma coisa dessas? Porque o transporte aéreo de corpos é caro. Como foi o caso de uma senhora que tentou transportar seu esposo morto em uma cadeira de rodas, os comissários logo perceberam, embora a mulher a a filha do casal alegassem que ela estava apenas se sentindo mal por causa de uma gripe.

Nos fim das contas o voo precisou sofrer uma parada não esperada para a morte do homem ser comprovada e ele ser retirado do voo. Num avião ninguém está morto oficialmente a não ser que haja um médico a bordo e ele faça o pronunciamento.

Nessas ocasiões muito raras, a equipe faz todo o possível para gerir a situação com sensibilidade e respeito. Infelizmente, a maioria dos vôos estão cheios, por isso nem sempre é possível mover um passageiro "incapacitado" para uma linha vazia de assentos. Singapore Airlines é a companhia mais preparada. Seus voos incluem um "armário de cadáver", um compartimento para armazenar um corpo morto, se for o caso.

7. O comissários também notam quando casais ficam "presos" no banheiro

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Os comissários frequentemente lidam com casais que vão juntos ao banheiro e permanecem lá, digamos que, por um longo período de tempo. Embora ter relações sexuais em um banheiro de avião não seja crime, em países como os Estados Unidos, é contra a lei desobedecer ordens de tripulantes.

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8. Os comissários de bordo são a primeira linha de defesa contra tráfico humano

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Quando eu comecei a voar, eu nunca sonhei que eu estaria trabalhando com a polícia, mas se tornou uma parte importante. Este novo papel começou com Sandra Fiorini, uma comissária de bordo da American Airlines que testemunhou ao Congresso sobre um passageiro de 18 anos do sexo masculino carregando um recém-nascido com o cordão umbilical ainda ligado. Nenhuma mãe à vista, apenas uma garrafa de leite e duas fraldas preso no bolso para o voo de seis horas. Quando Fiorini relatou suas suspeitas às autoridades, ela não obteve resposta.

Em 2007, Fiorini conheceu Deborah Sigmund, fundadora da organização Innocents at Risk, e eles começaram a trabalhar juntos para treinar funcionários de empresas aéreas sobre como detectar casos de tráfico humano e para quem ligar nessas situações. Em 2011, isso se traduziu em centenas de comissários de bordo de companhias aéreas diferentes como voluntários para ajudar a polícia no Super Bowl, um esquema para o tráfico de mulheres.

9. Tempo de serviço significa saias mais curtas

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Uma das regras quanto à atividade exercida pelas comissárias de bordo diz respeito às roupas. As saias precisam ter um tamanho específico, no entanto, quando tem um tempo a mais de serviço, as funcionárias podem encurtar a peça de roupa.

10. Ninguém experimenta turbulência extrema como os comissários

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Mais de 2 milhões de pessoas voam nos Estados Unidos a cada dia, e, no entanto, desde 1980, apenas três pessoas morreram como resultado direto de turbulência. Dessas mortes, dois passageiros não estavam usando o cinto de segurança. Durante esse mesmo período de tempo, a Administração de Aviação Federal registrou pouco mais de 300 feridos graves de turbulência, e mais de dois terços das vítimas eram assistentes de voo.

Curiosamente, em algumas companhias aéreas, os ferimentos de um comissário de bordo durante o voo não pode ser oficialmente classificado como uma lesão de plantão a menos que aconteça durante o que é conhecido como "extrema turbulência", ou seja quando o capitão perde o controle do avião ou quando a aeronave sofre danos estruturais.

Publicado em: 08/06/15 12h28