
Depois que os japoneses atacaram a base de Pearl Harbor, nos Estados Unidos, em dezembro de 1941, os americanos entraram de vez na guerra e sofreram várias mudanças sociais e políticas em sua rotina. Numa delas, o presidente Franklin D. Roosevelt assumiu uma postura oficial de preconceito e assinou uma decisão que ordenava que todos os japoneses ou descendentes vivendo na costa oeste do país deviam ser encaminhados para campos de concentração.
Os japoneses só puderam levar o que conseguiam carregar em suas bagagens e perderam casas, fazendas e até mesmo negócios que tiveram que ser abandonados durante a realocação. Alguns conseguiram negociar as propriedades antes da saída, mas outros perderam tudo, sem saber se algum dia voltariam para suas residências originais. Em alguns casos, os japoneses tiveram seus fundos e contas bancárias bloqueados antes do envio para os campos de concentração, deixando as famílias sem renda e condições de negociar qualquer bem.
Mesmo que o governo não tivesse provas de que alguns desses japoneses tivesse envolvimento com a guerra ou com espionagem dentro dos Estados Unidos, mais de 110 mil pessoas foram levados a dez campos de concentração localizados na Califórnia e em outros estados da costa oeste durante a guerra. Cerca de 60 por cento das pessoas que viviam ali eram cidadãos norte-americanos, apesar das origens japonesas.
Apesar dos campos terem sido fechados após o fim da guerra, alguns fotógrafos conseguiram registrar a vida nos locais. Ainda que não fosse dura como nos campos de concentração de judeus na Alemanha, os japoneses viviam por trás de cercas e regras rígidas, sob constate vigia.









Ao fim da guerra, os campos de concentração japoneses foram fechados e seus moradores restabelecidos na sociedade como livres cidadãos. Ainda assim, a comunidade oriental precisou enfrentar o preconceito em razão de sua etnia por muito tempo.






