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5 gatilhos psicológicos usados em golpes por telefone e internet

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Mesmo que sempre saiam notícias sobre golpes na mídia, as pessoas ainda caem e são extremamente prejudicadas por eles, sobretudo quando a promessa é tentadora. Ainda que a maior parte das pessoas saiba que o ditado “quando a esmola é muita, o santo desconfia” faz todo sentido, em alguns casos elas esquecem disso na esperança de que determinada oferta seja real e acabam caindo em um golpe.

E uma coisa que influencia a tomada de decisão são os gatilhos psicológicos. Por isso que eles podem ser usados nos golpes. Nesse ponto, empresas e vendedores tendem a usar essa forma de persuasão para que a decisão de compra de um cliente ou consumidor seja influenciada.

Por conta desses gatilhos psicológicos a pessoa acaba tomando decisões inconscientes e o cérebro faz escolhas automaticamente. Justamente por essas razões que usar desses gatilhos para aplicar golpes infelizmente pode funcionar, e quando a pessoa for parar para raciocinar ela já terá feito o que o golpista disse.

Os gatilhos psicológicos costumam explorar aspectos emocionais, comportamentais e cognitivos. Por isso que golpistas estudam técnicas avançadas de persuasão e comunicação para ajudá-los a conseguir os dados que precisam das suas vítimas, como aplicativos de mensagens, contas bancárias e até dados corporativos.

Gatilhos psicológicos usados em golpes

Olhar digital

 

1 – Da urgência

Esse gatilho é uma técnica de persuasão que, como o próprio nome mostra, cria um senso de urgência na vítima. O objetivo é fazer com que a pessoa tome uma decisão rápida, associada com um tempo determinado

Quando os criminosos usam esse gatilho em seus golpes é para agilizar a ação da vítima e fazer com que ela aja o mais rápido possível. Para isso, os golpistas criam uma situação falsa que exige uma ação rápida.

Por exemplo, falar que o cartão do banco foi clonado e a pessoa precisa dar seus dados para que o problema seja resolvido. Ou então que a pessoa tem uma dívida e um desconto imperdível está sendo oferecido, mas só naquele momento.

Com esse cenário de urgência, a vítima é impedida de analisar a situação de uma forma lógica e ter ajuda de outra pessoa.

2 – Do compromisso

Para que esse gatilho seja estimulado, o criminoso tem que estabelecer algum tipo de relacionamento com a vítima. Por isso que ele exige um nível a mais de persuasão, já que o criminoso tem que prolongar a sua conversa com a vítima.

Quando essa estratégia é usada nos golpes, ela quer cansar a vítima. Até porque o cérebro humano tenta poupar energia e isso facilita a tomada de decisão. Então, o criminoso faz a vítima falar, se expor e vai usando isso para a vítima manter sua coerência. Além do criminoso também falar por um longo período e com vários detalhes.

Por exemplo, no golpe do falso empréstimo onde o criminoso procura saber a “necessidade” da pessoa e quando ele fala, usa argumentos ditos pela própria vítima como: “como você disse que está enfrentando tal problema, essa solução vai resolvê-lo”.

3 – Da reciprocidade

Outro gatilho relacionado com a emoção. Nele, o criminoso cria uma situação em que ele ajuda a vítima a resolver um problema. Por exemplo, inventando que o acesso a algum sistema que estava bloqueado, mas que ele resolveu. Assim, um vínculo é estabelecido e ele usará isso depois para conseguir algo da vítima.

Ou seja, é como se ele argumentasse “lembra que eu te ajudei com aquele problema de senha, então, agora preciso que você me ajude e me passe dados da sua empresa”, por exemplo.

E por causa do sentimento de “estar em dívida social”, a vítima acaba falando.

4 – Da autoridade

Nos golpes, os criminosos podem se passar por gerentes, supervisores, cargos públicos de governo, tudo para persuadir a vítima. Isso porque um cargo de autoridade explora a tendência de obediência.

Para isso, golpistas chegam até a usar ferramentas de inteligência artificial, como por exemplo, um deepfake de voz para se passar por outra pessoa. Com isso, o “gerente” do banco da vítima pode ligar para ela dizendo que ela tem que fazer uma transferência nova e se justificando com algum erro que aconteceu. E a tendência é a vítima acreditar pela “autoridade” que ele representa.

5 – Da confiança

O gatilho da confiança pode ser usado em um golpe chamado vishing, que é quando os criminosos usam ligações telefônicas para enganar e roubar as vítimas. O nome do golpe vem da junção de “voice” (voz) e “phishing” (falsificação de identidade).

Ao contrário do phishing, que usa e-mail, anúncios e sites maliciosos, o vishing usa recursos de voz, como ligações de supostos serviços de telefonia. Normalmente quem aplica esse golpe se passa por pessoas ou empresas reais, ligam para as vítimas e dizem que cobranças fraudulentas ou atividades suspeitas foram feitas na conta.

Com isso os golpistas querem conseguir informações como dados pessoais, senhas de banco, cartão de crédito e CPF das vítimas.

Fonte: Olhar digital

Imagens: Olhar digital

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