5 tratamentos médicos mais dolorosos da idade média

POR Júlia Marreto    EM Curiosidades      08/03/17 às 16h55

A idade média foi um período interessante da história, rico em arte, filosofia revolucionária, heróis épicos e, até mesmo, um pouco de magia. No entanto, não foi um período muito agradável para ser um paciente médico. Os remédios eram básicos, terríveis doenças assolavam aquelas épocas, a vida era mais complicada, a medicina moderna estava apenas no começo de ser descoberta.

Precisamos lembrar que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se destina a aqueles que se interessarem e/ou identificarem.

Pensando em como eram precários e como foi esse início da medicina, nós aqui da redação da Fatos Desconhecidos selecionamos essa listinha com 5 tratamentos médicos mais doloridos da idade média. Confira:

1 - Cirurgia nos olhos

Durante os primórdios da Idade média, os cirurgiões usavam um doloroso processo chamado Needling (agulhada/agulhamento), para realizar cirurgias de catarata. O processo envolvia uma agulha grossa e plana, que o médico empurrava diretamente para a borda da córnea, sem anestesia, às vezes uma taça de vinho tinto amargo.

A ideia por trás dessa técnica de empurrar a lente opaca de volta a parte mais baixa do olho, resultando em uma pupila clara. No entanto, o doente era tipicamente com um olho sem foco, como se fosse uma câmera sem lente. A quantidade de visão só permitia que uma pessoa conseguisse ler as maiores letras dos modernos exames de visão. Não o suficiente para ler um livro, mas o suficiente para arar um campo.

2 - Catéteres de metal

Os catéteres foram usados em tempos medievais para aliviar doenças urinárias dolorosas. Naquele tempo havia falta de antibióticos e excesso de vírus venéreos, como a sífilis; muitas pessoas sofreram com as aflições de bexigas bloqueadas. O cateter medieval consistia em um tubo de metal, que era inserido através da uretra, depois para dentro da bexiga e quando um tubo não entrava na bexiga, era preciso usar outras táticas, igualmente dolorosas. Lembrando que não existia anestesia.

O tratamento comum para pedras nos rins consistia em o assistente do médico sentar em cima do paciente, enquanto o doente tinha as pernas amarradas ao pescoço. O assistente o segurava firmemente, em seguida o médico inseria dois dedos acima de seu reto, pressionando o punho contra a pubes até sentir um palete duro, sinalizando a pedra. Então, a pedra era extraída da bexiga com um instrumento afiado.

3 - Doença de São Fiacre

São Fiacre é conhecido como o "patrono das hemorroidas". O conto diz que São Fiacre, um monge irlandês do século sete, sofria com hemorroidas, e ao se sentar sobre uma rocha foi milagrosamente curado de sua doença. Depois disso, a rocha ficou conhecida como a Rocha de São Fiacre.

Alguns médicos medievais que acreditavam no conto enviavam seus pacientes para se sentarem na famosa rocha por algumas horas para se curarem da doença. Já os médicos que não eram supersticiosos tratavam seus pacientes com hemorroidas inserindo um tudo de ferro encarnado no reto do pessoa e deixa por lá.

4 - Trepanação

A trepanação é um procedimento cirúrgico que envolve a perfuração de um orifício em um osso, como o crânio. Esse buraco expunha a dura-máter, uma membrana externa do cérebro, que os médicos usavam para tratar uma grande variedade de problemas de saúde.

Os médicos usavam essa prática na Idade Média para tratar doenças como epilepsia, enxaquecas e vários transtornos mentais. Se uma pessoa sofria de depressão, um pequeno buraco na cabeça era feito. Como o buraco na cabeça expunha o cérebro, sendo uma gigantesca porta de entrada para germes, a trepanação foi muitas vezes fatal aos pacientes.

5 - Sangramento

Na época era tão comum quanto a medicina é "fria" hoje. Se um paciente apresentava uma leve dor de cabeça e garganta, era praxe o médico abrir uma veia com uma lanceta e, em seguida, deixar o sangue fluir livremente em um recipiente. O sangramento era tão comum que até mesmo os barbeiros da época começaram a oferecer o serviço, juntamente com os elegantes cortes de cabelo e barba. Algumas pessoas faziam o tratamento várias vezes por ano, como uma maneira de se manter saudável.

Então pessoal, o que acharam desses tratamentos médicos? Podemos nos sentir felizes pelo avanço? Claro que esses tratamentos foram essenciais para que a medicina evoluísse. Mas, ainda bem, que não são mais necessários. Certo? Encontraram algum erro na matéria? Ficaram com dúvidas? Possuem sugestões? Não se esqueçam de comentar com a gente!

Júlia Marreto
É a dona de um coração esculpido pela literatura e preenchido pelos bons vinhos de Baco. Guiada nas artes da vida por Ares, possui a discreta delicadeza de um elefante pulando carnaval numa loja de cristais! Movida diariamente pelo combustível da vida: o café, essa garota possui raízes profundas na poesia da vida. É muito séria, mas sabe brincar na hora certa. Ama os animais e detesta filme de terror. Apesar de cantar mal, canta com sentimento. E adora musicais! Sua principal tentativa desportiva é o baralho. Ela gosta mesmo é de coisas antigas, apaixonada pela vida e sonha com o universo. Instagram: juliamarreto

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