
Muitas pinturas esconderam grandes segredos por séculos. Com as novas tecnologias e outras técnicas de restauração os especialistas puderam identificar surpreendentes imagens por debaixo das famosas pinturas. A reutilização de telas e as reformas que aconteceram ao longo dos séculos, acreditam os estudiosos, são os principais responsáveis nas alterações das telas.
Listamos alguns casos onde a imagem original após muitas análises acabaram por serem reveladas. Algumas dessas imagens serviram inclusive como prova de autenticidade para um pintor bem famoso. Confira a seguir!

Após uma reflectografia de infravermelho no quadro de J.F. Millet, foi descoberto a existência de uma figura feminina que seria a representação da estátua francesa ‘La Republique’. Alfred Sensier, biógrafo do artista, disse que a imagem da famosa estátua teria sido criada originalmente para participar de uma competição. Como Jean-Francois não ganhou o prêmio, ele teria feito a nova pintura sobre a mesma tela.
A pintura criada por Hendrick retrata a cena de algumas pessoas reunidas em uma praia no inverno. Uma estudante encarregada de remover o amarelamento da pintura descobriu uma curiosa figura na obra. Depois da limpeza a imagem de uma baleia foi encontrada.
Análises posteriores indicaram que o animal morto teria sido coberto por volta dos séculos 18/19. Acreditam os especialistas que a baleia teria sido ocultada para evitar problemas na venda da pintura, uma vez que animais mortos em pinturas eram considerados ofensivos.
Cientistas descobriram um segredo em uma das obras mais famosas do pintor holandês. Com a ajuda de um mapeamento de cor avançado com raios-x fluorescentes foi possível detectar um retrato do que seria uma mulher camponesa.
A imagem do quadro é composta principalmente por tons azuis e verdes, enquanto o retrato é feito em marrom e vermelho. Segundo especialistas, Van Gogh tinha por hábito reciclar suas telas para economizar, o que explicaria a origem do retrato.
O retrato de Madeleine Knobloch se maquiando compõe a pintura de George Seurat. A modelo era amante de Seurat. Inicialmente, no quadro ao invés do reflexo das flores no espelho da parede ao fundo da imagem, o autorretrato do pintor seria representado. Porém, aconselhado por um amigo e a fim de evitar problemas em seu casamento, George resolveu cobrir a imagem.
Quando cientistas digitalizaram a pintura de Goya eles descobriram um retrato inacabado de um homem de uniforme. Como os detalhes do rosto do misterioso homem não foram finalizados não foi possível identificá-lo. Os itens decorativos no uniforme do desconhecido eram usados por homens do mais alto escalão da cavalaria do rei da Espanha, Joseph Bonaparte. Após o reinado de Joseph, Francisco Goya teria continuado como pintor da corte, e reciclado a tela quando já não podia mais usar as imagens do antigo uniforme.
Um conservador do Museu Carnegie, em Pittsburgh, nos EUA, fez um exame detalhado da pintura após muitos especialistas duvidarem da autenticidade do retrato. A obra foi tida como autêntica, mas no processo de averiguação os peritos descobriram um grande segredo. Em uma das camadas da pintura, um novo rosto para a nobre italiana foi identificado. Supostamente a imagem teria sido reformada no século 19, com a finalidade de torná-la mais bonita e jovem.
Especialistas durante muitos anos contestaram se de fato Van Gogh teria pintado o famoso quadro. Muitos detalhes encontrados na pintura não condiziam com outras obras do pintor, como o formato, a composição e a localização da assinatura.
Apenas depois de muita análise da pintura e da descoberta de dois lutadores por debaixo da imagem das flores é que a tela foi considerada verídica. Isso porque os especialistas sabiam que Van Gogh já havia pintado os lutadores e sobreposto algo completamente novo. A informação teria sido confirmada em uma carta do pintor em 1886.
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