Em inglês, bully significa "valentão", daí vem o termo bullying, que serve para descrever todo tipo de atitude agressiva - verbal ou física - feita de maneira intencional e repetitiva, sem qualquer motivação aparente, que podem ser realizadas por mais de uma pessoa. Causando dor e angústia na pessoa atacada, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem que essa tenha a oportunidade de se defender, geralmente realizada em uma relação injusta de poderes desiguais.

Existem duas diferentes formas de bullying, o direto - que é comum em agressores masculinos - e o indireto - comum em mulheres e crianças. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência. Esse é um problema mundial, que pode acontecer em qualquer tipo de ambiente e contexto - tais como escolas, faculdades, família, trabalho, vizinhos...

Precisamos lembrar que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se destina a aqueles que se interessarem e/ou identificarem.

Outro grande problema, no caso das escolas, por exemplo, é não admitirem que esse tipo de comportamento, sim, acontece dentro de suas dependências, entre os alunos e, até mesmo, entre professores e alunos, muitas vezes por desconhecimento do problema, muitas vezes por se negarem a enfrentá-lo.

No caso das escolas, geralmente, as testemunhas - em maior parte os alunos - convivem com a situação calados, por terem medo de serem as próximas vítimas. Se não há correta intervenção por parte das autoridades responsáveis o ambiente se contamina e os alunos são afetados negativamente, adquirindo sentimentos de medo e ansiedade.

O resultado disso são adultos com baixa autoestima e sentimentos negativos, com tendência a sérios problemas de relacionamento, sendo passíveis de se tornarem pessoas agressivas. Quando casos extremos, a pessoa pode tentar suicídio, muitas vezes conseguindo o resultado desejado.

Já os agressores, normalmente são pessoas sem empatia, originárias de famílias com pouco ou sem qualquer estrutura. Enquanto os agredidos são pessoas pouco sociáveis, tímidas, que possuem baixa capacidade de reação.

Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.

Sendo assim, nós aqui da redação da Fatos Desconhecidos selecionamos essa listinha com 9 maneiras de ajudar crianças que sofrem bullying na escola. Confira:

1 - Deixe a criança saber que ela não está sozinha

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Incentivar as crianças que sofrem bullying com o simples ato de estar perto pode ajudar muito. Faça com que elas sintam seu apoio.

2 - Algumas frases

Muitas crianças querem parar o bullying, mas não sabem como fazâ-lo. Frases como: "Pare com isso, amigo"; "isso não é legal"; "pare, isso é cruel", são exemplos de frases que você pode ensiná-la. A questão é que as crianças tem sua própria linguagem, por isso é importante deixá-las confiantes do que estão fazendo, tendo uma resposta pronta para dar quando for perseguido.

3 - Humor

Uma maneira pela qual as crianças podem suavizar o ambiente e reduzir o estresse de uma situação de bullying é fazer os outros rirem, mas o motivo não pode nunca ser a criança que está sofrendo assédio!

4 - Incentive-os a falar

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Se você quer ajudar uma pessoa que sofre bullying, a encoraje a falar com você, ainda mais se ele se recusa a procurar a ajuda de um professor. Você pode dar conselhos e sugestões sobre como fazer, demonstre apoio.

5 - Obter ajuda

Geralmente, as crianças que sofrem bullying tem medo de procurar ajuda de professores e adultos que possam rotula-las como informantes. Por isso, é muito importante incentivá-las a buscar ajuda de um adulto de confiança que possa ajudar com cautela e de forma eficaz.

6 - Mude o foco

Uma maneira de parar o bullying é, por exemplo, mudando de assunto abruptamente. Perguntar quando é a data do próximo jogo ou o próximo teste de matemática, pode ser uma distração para parar o assédio na sala de aula.

7 - Ignorar o assediador

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Se a criança ignora quem assedia, este pode acabar ficando entediado e parar. Ensine a criança a ignorar palavras ofensivas e simplesmente deixar o lugar, agindo como se não fosse com ela ou usar o telefone como desculpa.

8 - Manter a calma

É natural que as crianças que sofrem bullying se sintam irritadas, mas até certo ponto, porque quanto mais irritada a criança fica, mais o assediador se sente no poder. Aconselhe a criança a não reagir com choro ou reações violentas. Conte até 10, respire fundo, ou simplesmente fazer "cara de paisagem", ou seja, não demonstrar as emoções. Se ela rir podem fazer o efeito contrário e afetar o assediador.

9 - Fale com a criança depois

Isso é, se você não estiver com ela no momento do assédio. Ao ficar sabendo, imediatamente a convide para fazer algo, como um almoço ou uma conversa (tranquila) mais tarde, para ajudá-la a esquecer o que passou.

O bullying é uma questão bastante ampla e complicada. A neurociência tem mostrado que a bondade altera a química do cérebro. Ensine a criança a ser gentil e compreensiva com os colegas e em casa, isso pode ajudar a reduzir o bullying e ajudar a manter o ambiente saudável.

Então pessoal, o que acharam da matéria? O que mais é possível fazer para ajudar uma criança que sofre bullying? Encontraram algum erro na matéria? Ficaram com dúvidas? Possuem sugestões? Não se esqueçam de comentar com a gente!

Publicado em: 06/03/17 12h09