
Atualmente, a China e os Estados Unidos vivem um conflito comercial. Nesse contexto, Pequim deu um passo estratégico e atacou um ponto de vulnerabilidade do Ocidente: as terras raras. Os materiais estratégicos, que são essenciais para a tecnologia e indústria, ficaram novamente no centro das tensões, entre as duas potências, e mostrou que a China não tem medo de reagir às tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Com isso, a partir dessa quinta-feira, 10 de abril, a China aplicará uma taxa de 84% sobre todos os produtos norte-americanos importados. Isso veio como uma resposta às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, que entraram em vigor no dia nove de abril.
A reação da China às tarifas impostas pelos Estados Unidos é maior do que somente os impostos. No caso, Pequim, também, suspendeu as licenças de importação de produtos de seis empresas norte-americanas, além de aumentar o controle com relação a exportação de determinadas terras raras.

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Pode parecer algo radical demais, mas essa não é a primeira vez que o governo de Xi Jinping usou esse tipo de restrição para fazer uma pressão nos EUA e em seus aliados. Por exemplo, em 2023, a China limitou a exportação de determinadas tecnologias de processamento de terras raras para proteger seus interesses estratégicos.
Outra vez aconteceu no começo de dezembro de 2024, quando o país proibiu a exportação de minerais críticos para os EUA. Dentre eles estavam três que eram elementos-chave para a indústria de semicondutores, no caso, o gálio, germânio e antimônio.
Para quem não sabe, as terras raras são um conjunto de 17 elementos indispensáveis para a fabricação de smartphones, baterias, turbinas eólicas, painéis solares, veículos elétricos, satélites, mísseis e chips eletrônicos. Ou seja, se eles não tiverem esses materiais, uma grande parte da economia atual para.
Por conta disso, a China tem uma vantagem já que o país tem, aproximadamente, 90% da produção mundial. Por mais que ele não tenha todas as reservas do mundo, ele controla uma grande parte da extração e do refino. Logo, a China tem um poder de barganha gigantesco em cima dos países que dependem das suas exportações.
O fato da China reagir às tarifas impostas pelos Estados Unidos, deixa claro que existe o embate entre as potências e que ele vai para além do comercial. Na realidade, é uma guerra estratégica onde cada decisão tem o objetivo de enfraquecer o avanço da outra nação na corrida tecnológica.
Fonte: Xataka
Imagens: Matraqueiro






