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A crosta da Terra é muito mais velha do que se imaginava

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O nosso planeta tem a idade geológica de aproximadamente cinco bilhões de anos. A ciência que se dedica ao estudo da Terra divide essa idade em eras, épocas, períodos, idades e fases. No inicio de tudo, a Terra apresentava sobre sua superfície um material derretido e quente, tendo sua maior parte formada por ferro, níquel e outros metais. Eles foram se concentrando em seu núcleo com o passar do tempo.

Há aproximadamente 3,9 bilhões de anos, o resfriamento permitiu a solidificação das rochas. Isso deu origem a uma camada sólida externa sobre a superfície terrestre. Essa é a crosta. E assim como um bom pão francês, o nosso planeta não seria nada sem a sua crosta. E para nossa sorte essa crosta envelheceu muito bem.

Crosta

A nossa crosta continental rígida e rochosa é uma caraterística da Terra há bilhões de anos. Contudo, precisar quantos bilhões de anos exatamente é difícil. Os pesquisadores então estudaram a decomposição de substâncias químicas antigas que estavam presas nas rochas para calcular a idade dos continentes.

Essas substâncias geralmente são minerais carbonáticos recuperados do oceano. Contudo, eles são difíceis de encontrar e raramente estão em condições puras o suficiente para serem analisados.

Por conta disso, uma equipe de cientistas desenvolveu uma nova forma de datar os antigos pedaços de crosta. Segundo as últimas pesquisas, os pesquisadores avaliaram mal a idade dos continentes em meio bilhão de anos.

Estudo

De acordo com uma pesquisa que foi apresentada na conferência virtual da Assembleia Geral 2021 da União Europeia de Geociências (EGU), no dia 26 de abril, os pesquisadores mostraram que quando eles analisaram um mineral chamado barita, que é uma combinação de sais do oceano  bário liberado pelas aberturas vulcânicas nos oceanos, eles acharam evidências de que a crosta continental do nosso planeta já existia, pelo menos,  3,7 bilhões de anos atrás. Isso é muito mais antigo do que as estimativas anteriores previam.

“Isso é um enorme salto no tempo. Isso tem implicações na maneira como pensamos sobre como a vida evoluiu”, disse Desiree Roerdink, principal autora do estudo e geoquímica da Universidade de Bergen, na Noruega.

De acordo com os pesquisadores, as rochas marinhas funcionam para fazer o estudo da crosta continental  porque os continentes e oceanos tem uma longa história de comércio de nutrientes. E os baritas, em específico, registram essa história de uma forma excelente.

“A composição de um pedaço de barita, que está na Terra há três bilhões e meio de anos, é exatamente a mesma de quando realmente precipitou. É um ótimo registrador observar os processos na Terra primitiva”, explicou Roerdink.

Observações

O processo-chave é o desgaste. Até porque, quando os continentes se desgastam naturalmente eles derramam nutrientes nos mares. E são esses nutrientes que ajudam a promover a vida nos mares.

Um dos elementos que vaza da crosta continental para o oceano é o estrôncio. E medindo a proporção de dois isótopos de estrôncio em seis depósitos diferentes de minerais de barita, os pesquisadores conseguiram calcular as idades dos minerais.

Eles variaram entre 3,2 e 3,5 bilhões de anos. E foi a partir desses minerais que eles conseguiram estimar quanto tempo os antigos continentes começaram a vazar estrôncio nos oceanos. Esse processo provavelmente começou há aproximadamente 3,7 bilhões de anos.

Essa conclusão que os pesquisadores tiveram significa que existiam continentes bem estabelecidos a 3,7 bilhões de anos atrás. O que é meio bilhão de anos antes do que era estimado anteriormente.

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