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Entenda como o movimento da Terra mudou por conta dos isolamentos contra o COVID-19

POR Diogo Quiareli EM Curiosidades 01/04/20 às 23h35

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A pandemia do Covid-19  trouxe um verdadeiro caos ao mundo. A doença afetou tanto a economia, quanto vidas em todo o mundo. Os esforços para conter a propagação do vírus têm mexido com o planeta e na sua forma de se mover. Pesquisadores que estudam o movimento da Terra disseram que houve uma queda no ruído sísmico - o zumbido das vibrações na crosta do planeta. E isso pode ser resultado do fechamento de redes de transporte e outras atividades humanas. Segundo eles, isso pode permitir que os detectores detectem terremotos menores e intensifique os esforços, para monitorar a atividade vulcânica e outros eventos sísmicos.

Redução de ruído dessa forma, geralmente ocorre apenas brevemente no Natal. Essa foi uma afirmação de Thomas Lecocq, um sismólogo do Observatório Real da Bélgica em Bruxelas. Foi nesse lugar que observaram a mudança do planeta por causa da Covid-19. Assim como eventos naturais, como terremotos, fazem com que a crosta terrestre se mova, também ocorre com as vibrações causadas por veículos em movimento. Além disso, por máquinas industriais também. Os efeitos de fontes individuais podem ser pequenos, mas juntos deles produzem ruídos de fundo. Isso reduz a capacidade dos sismólogos de detectar outros sinais que ocorrem na mesma frequência.

Mudança do mundo por causa da Covid-19

Dados de um sismômetro no observatório, falam mais sobre a mudança do planeta. Esses dados mostram que medidas para conter a propagação do Covid-19, em Bruxelas, fizeram com que o ruído sísmico induzido pelo homem caísse cerca de um terço. Essas foram informações dadas por Lecocq. As medidas ainda incluíram o fechamento de escolas, restaurantes e vários outros locais públicos desde o dia 14 de março. Além disso, houve a proibição de viagens não essenciais a partir do dia 18 de março.

Essa queda aumentou a sensibilidade do equipamento do observatório. Isso melhorou a capacidade de detectar ondas na mesma faixa de alta frequência do ruído. O aparelho, usado para medir hoje, é quase tão sensível a pequenos terremotos, quanto um detector de contrapartida. Esse, enterrado em um poço de 100 metros. "Isso está realmente ficando quieto agora na Bélgica". Os detectores podem melhorar em todo o planeta se a quarentena continuar como está.

Essa queda no ruído pode beneficiar sismólogos que usam vibrações de fundos naturais. Um exemplo? As que causam ondas no mar, para sondar a crosta terrestre. Como a atividade vulcânica e a mudança dos lençóis freáticos afetam a velocidade em que essas ondas naturais viajam. Os cientistas conseguem estudar esses eventos monitorando quanto tempo leva uma onda para alcançar um determinado detector. Desde que os relatórios a respeito disso foram publicados, estudiosos se mostraram intrigados. Isso porque não era esperado que a quarentena adotada por causa do Covid-19 fosse impactar tanto o mundo.

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Via   Nature  
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Diogo Quiareli
Geminiano, 26 anos, goiano. Amante de música pop, fã de Katy e Luan.
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