
Nosso planeta já passou por várias eras e isso também foi visto na população mundial. A população da Terra é tão enorme, com pouca diversidade genética fora da África, que um pesquisador observou que não é tão surpreendente que algumas pessoas se pareçam com estranhos que nunca viram. Isso porque existe um pool genético que constantemente está sendo reciclado. Com isso, aproximadamente 370 mil oportunidades são criadas para que essas coincidências apareçam.
Assim, a cada minuto que passa, mais pessoas nascem para habitar nosso planeta. E de acordo com as estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), nessa terça-feira, 15 de novembro, a Terra atingiu a marca de oito bilhões de pessoas.
A maior parte das pessoas estão na China, com 1,42 bilhão de habitantes. Ela é seguida pela Índia com 1,41 bilhão e dos Estados Unidos com mais 337 milhões. Nosso país está em sétimo lugar, tendo um pouco mais de 215 milhões de habitantes.
Esse crescimento populacional na Terra foi visto, segundo a ONU, por conta da melhoria na saúde pública, nutrição, higiene pessoal e medicina.

Tempo
Desde que os humanos surgiram na África há mais de dois milhões de anos a população não parou de crescer, tendo somente algumas pausas nessa crescente de pessoas na Terra.
Segundo Herve Le Bras, pesquisador do Instituto Francês de Estudos Demográficos (INED), o começo da agricultura na era neolítica foi o marco do primeiro grande salto populacional que se tem conhecimento.
Isso aconteceu porque junto com a agricultura veio a sedentarização e a capacidade de armazenar alimentos. Como resultado, as taxas de natalidade dispararam.
Além desse fator, a constante evolução na medicina e na saúde pública, com vacinas por exemplo, foi fundamental para esse crescimento. Dentre elas, a vacina contra varíola foi fundamental e ajudou a conter vírus e bactérias assassinas causadores de epidemias e pandemias.
Outro fator apontado pela ONU como responsável por esse crescimento populacional são os níveis elevados e persistentes de fecundidade em determinados países. Os países que têm níveis maiores de fecundidade geralmente são os com uma renda per capita menor. Justamente por isso que a ONU reforça a necessidade de cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Segundo a organização, eles são o melhor caminho para um “futuro feliz e saudável”.

Massa news
Para a população do nosso planeta crescer de sete para oito bilhões de pessoas levou 12 anos. E provavelmente serão mais 15 anos, até 2037, para que a população chegue a nove bilhões. Esse tempo é um sinal de que a taxa de crescimento geral da população global está diminuindo.
De acordo com estimativas, até 2100 a população da China irá começar a cair e poderá diminuir pela metade. No caso da Índia, ela atingirá seu pico populacional por volta de 2050. E a partir da década de 2030, os habitantes dos EUA começariam a cair, mas por conta da imigração isso não acontecerá.
Já regiões como América Latina e Caribe, Europa, América do Norte, Leste e Sudeste da Ásia e Ásia Central e do Sul, devem chegar ao máximo de suas populações antes de 2100. Por conta disso, elas também começarão seu declínio populacional antes da virada do século.
Segundo previsões da ONU, em 2050, o Brasil irá ter uma população de 231 milhões de pessoas e ainda será o sétimo país mais populoso do mundo.

Voz tatuquarense
Alguns rotulam as massas humanas como “praga na Terra”, e de acordo com essa visão, quase todos os problemas ambientais enfrentados hoje em dia, desde mudanças climáticas até perda de biodiversidade, estresse hídrico e conflitos por terra, podem estar ligados com a reprodução desenfreada nos últimos séculos.
Em 1994, quando a população global era de 5,5 bilhões de pessoas, pesquisadores da Universidade Stanford, nos EUA, calcularam que o tamanho ideal da população humana no planeta seria entre 1,5 e dois bilhões de pessoas.
Então, será que atualmente o mundo está superpovoado? Por mais que o debate a respeito do número ideal de pessoas no planeta seja desde sempre fragmentado, o tempo para decidir qual é a melhor direção para onde ir está se esgotando.
Contudo, atualmente, quaisquer políticas que envolvam cotas ou metas para aumentar ou diminuir a população humana são condenadas universalmente, a não ser por poucas organizações extremistas. E o risco desses incentivos levarem à coerção ou outras atrocidades é tido como muito alto.
Nos dias atuais, é amplamente aceito o conceito de que as pessoas estão colocando uma pressão insustentável nos recursos finitos do planeta, tanto que o fenômeno chamado “Dia da superação da Terra” mostra a data estimada que a humanidade terá usado todos os recursos biológicos que o planeta pode sustentar no ano. Em 2010, essa data era oito de agosto. Nesse ano, ela foi para 28 de julho.
Contudo, a demografia influencia mais do que somente no meio ambiente e na economia. De acordo com Alex Ezeh, professor de Saúde Global da Universidade Drexel, nos EUA, o número absoluto de pessoas em um país não é o fator mais importante. E a taxa de crescimento ou declínio da população é fundamental para as perspectivas futuras de um país. Por conta disso, na visão dele, é isso que determina a rapidez com que as coisas estão mudando.
Por mais que o grau que a humanidade irá continuar se expandindo pelo planeta ainda não tenha sido decidido, algumas trajetórias já foram definidas. Uma delas se apoia no conceito de que a população humana, provavelmente, continuará a crescer durante algum tempo, independentemente de qualquer esforço para diminuí-la.
Imagens: Tempo, Massa news, Voz tatuquarense





