
Um recém-nascido, com as mãozinhas ainda fechadas, já chega ao mundo segurando um DIU, o famoso Dispositivo Intrauterino usado pela mãe para evitar gravidez. O fato aconteceu em Nerópolis, Goiás e logo virou sensação nas redes sociais.
O vídeo, publicado pela médica Natália Rodrigues no início de setembro, mostra o bebê com o DIU encaixado entre os dedinhos, como se fosse um troféu. A legenda não poderia ser mais irônica: “Segurando meu troféu de vitória: o DIU que não deu conta de mim!”.
O DIU é considerado um dos métodos contraceptivos mais seguros que existem. Existem dois tipos principais: o DIU de cobre, com taxa de falha de apenas 0,6%, e o DIU hormonal, ainda mais eficaz, com apenas 0,2% de chance de não funcionar. Ou seja, na teoria, a mãe do bebê estava praticamente “protegida” contra uma nova gravidez.
Só que a prática mostrou outra realidade. Durante uma consulta de rotina para verificar o posicionamento do DIU, a mãe, Queidy Araújo de Oliveira, recebeu uma notícia inesperada: o ultrassom mostrava não apenas o dispositivo, mas também um positivo para gravidez. “A reação foi desesperadora”, relembra hoje, já rindo do susto.
Descobrir a gravidez já seria uma surpresa, mas a situação ficou ainda mais complicada. O DIU estava posicionado de tal forma que a retirada colocaria o bebê em risco. “Se eu puxar o DIU, puxo o bebê junto”, explicou a médica. Resultado: o dispositivo teve que permanecer no útero durante toda a gestação.
Essa condição aumentou as chances de complicações, como sangramentos e descolamentos. Mesmo assim, contra todas as probabilidades, Matheus Gabriel nasceu saudável – e ainda protagonizou uma cena que ficará marcada na memória da família e do hospital.
Como já era de se esperar, o vídeo do bebê com o DIU viralizou e gerou uma enxurrada de comentários. Muitas mulheres que também usam o dispositivo se identificaram ou ficaram em choque com a possibilidade de falha. Além das piadas, o caso serviu de alerta: nenhum método é 100% eficaz. Até os mais confiáveis podem falhar, e esse risco, por menor que seja, sempre existe.
Para quem não conhece bem, o Dispositivo Intrauterino é um pequeno objeto colocado dentro do útero da mulher para impedir a fecundação. Ele pode ser de cobre, que altera o ambiente uterino e dificulta a sobrevivência dos espermatozoides, ou hormonal, que libera progesterona e inibe a ovulação.
Normalmente, ele é escolhido por quem busca um método duradouro e de alta eficácia, já que pode funcionar por até 10 anos, dependendo do modelo. Mas, como o caso de Queidy mostrou, ainda assim há uma pequena margem de falha.
Depois do susto e de uma gestação cheia de cuidados, Matheus Gabriel nasceu forte e saudável. Nas redes sociais, o pai comemorou a chegada do filho com a frase bem-humorada: “Fábrica fechada”, já que está na fila para fazer vasectomia.
No fim das contas, a história que começou com desespero terminou com alegria e um vídeo inesquecível. Um bebê que desafiou estatísticas, segurou seu “troféu” de vitória e lembrou ao mundo que a vida sempre encontra um jeito de surpreender.






