

(Johnny Johnson/Getty Images)
As baleia-jubarte são há muito tempo reconhecidas por sua capacidade de gerar “anéis de bolha” para caçar ou durante o período de acasalamento, conquistar uma parceira.
Entretanto, durante a interação com outros seres humanos, os pesquisadores notaram diferentes padrões nesses anéis, demonstrando uma possível tentativa de comunicação.
Os primeiros estudos formais, sobre o uso de bolhas pelas baleias, começaram no Pacífico Norte no final dos anos 1960. Recentemente, elas foram classificadas em diversas categorias:
Em áreas de reprodução, as Jubartes machos usam bolhas em forma de “rajada ou cortinas” (Baker e Herman, 1984). Assim, sao consideradas demonstração de ferocidade e, possivelmente, servem para desorientar baleias invasoras. Essa exalação de bolas pelas narinas, também, foi observada entre pares de mãe e filhote de jubartes.
Já para a alimentação, as baleias fazem as bolhas com o objetivo de de reunir, conduzir e concentrar presas. Pois elas criam barreiras acústicas, visuais e mecânicas que os cardumes evitam passar.

“…diferença entre as bolhas feitas com e sem a presença humana, os pesquisadores as observaram utilizando drones”
Em 12 aparições, os cientistas conseguiram analisar 39 anéis de bolhas giratórios feitos por 11 baleias-jubarte. Esses casos aconteciam perto de locais com muitas pessoas – barcos – e eram acompanhados por grandes saltos por parte desses animais como se estivessem chamando a atenção.
Para terem certeza da diferença entre as bolhas feitas com, e sem, a presença humana, os pesquisadores as observaram utilizando drones.
Além disso, de acordo com o estudioso :
“Estimamos o diâmetro dos anéis quando eles emergiam próximos a objetos de referência, como a própria baleia ou uma embarcação. Também documentamos a distância e orientação da baleia em relação ao objeto mais próximo (barcos, nadadores ou outras baleias)…”
Dessa forma, fica claro que as baleias-jubarte apresentam um comportamento amigável e curioso em relação à presença humana, segundo a pesquisadora da Universidade da Califórnia, Jodi Frediani.
Os próximos capítulos se concentrarão em entender melhor os contextos e as funções comportamentais dos anéis de bolhas produzidos por esses fascinantes animais.






