Mundo Animal

Animais que se reproduzem sem um parceiro

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O nosso planeta é extremamente grande e, é claro, diverso. É impossível falar sobre diversidade no mundo sem citar os animais, já que estão por toda parte e existem milhões de espécies. Um aspecto interessante sobre eles é sua reprodução. Isso porque, teoricamente, animais sem parceiros podem ter problemas na hora de se reproduzirem, porque o acasalamento entre eles geralmente envolve um ritual, um cortejo e um tempo para acontecer.

Contudo, quando a reprodução é assexuada, o processo acontece bem mais rápido e novos descendentes também são gerados de uma forma bem mais rápida. A princípio, esse tipo de reprodução pode parecer um pouco estranha, mas ele é supreendentemente comum entre os seres vivos, como plantas, insetos, peixes, répteis e pássaros.

Esse processo de reprodução é chamado de partenogênese, no qual um embrião se desenvolve a partir de um óvulo não fecundado. Os descendentes vêm desse óvulos que não foram fecundados e têm material genético somente da mãe. Por mais que essa forma de reprodução seja rara em mamíferos, ela foi vista em determinadas espécies de roedores.

Para quem ainda acha estranho esse tipo de reprodução é preciso saber que ela é um traço hereditário que pode acontecer em várias espécies de animais. Os chamados partenógenos espontâneos se reproduzem sexualmente, mas às vezes podem ter ciclos em que os óvulos já estão prontos para o desenvolvimento.

Animais que se reproduzem sem fecundação

Escorpião-amarelo

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O escorpião amarelo (Tityus serrulatus) tem uma reprodução sexuada e também a partir de um óvulo de um único indivíduo. No caso dele, a partenogênese lhe dá a possibilidade de ter embriões sem precisar da fertilização. Os óvulos se desenvolvem de forma direta em embriões sem precisar serem fecundados por um macho.

A fêmea desse animal é vivípara, o que quer dizer que os filhotes são desenvolvidos dentro da mãe e o nascimento é feito através de um parto. Em uma ninhada é possível que tenha até 20 filhotes. Eles ficam todos nas costas da mãe até conseguirem se alimentar sozinhos.

Peixe-serra

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Os cientistas descobriram, em 2015, que algumas fêmeas dessa espécie se reproduziram sem fazer sexo. O estudo viu que 3% dos animais não tinham um pai. Esse foi o primeiro caso de reprodução através de partenogênese visto em vertebrados fora de cativeiro.

Esse processo de reprodução é uma coisa comum nos animais invertebrados e pouco frequente nos vertebrados. De acordo com as hipóteses levantadas pelos cientistas, isso pode ter sido uma estratégia para contrabalançar baixos níveis populacionais. Mesmo assim, eles não acreditam que essa forma de reprodução seja capaz de salvar essa espécie de peixe.

Dragão-de-Komodo

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Por mais que uma fêmea dragão-de-komodo consiga se reproduzir sem ajuda de um macho, isso é um coisa incomum, mas tem uma explicação. Isso porque ela tem um único cromossomo W ou Z que se duplica. E quando seus filhotes chegam à idade adulta, eles podem se tornar parceiros de reprodução.

Esse animal é ovíparo, o que quer dizer que ele bota ovos. As fêmeas cavam buracos no chão e enterram seus ovos. Normalmente, elas botam entre 24 e 26 ovos que ficam incubados entre oito e nove meses.

Estrela-do-mar

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A estrela-do-mar está entre os animais que conseguem se reproduzir sem a fecundação. Nesse caso, um único pedaço do organismo já consegue dar origem a um outro indivíduo. Por exemplo, uma nova estrela pode ser gerada de um braço quebrado ou de um pedaço do disco central de um outra estrela-do-mar.

Lagarto-cauda-de-chicote

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Curiosamente, os lagartos-cauda-de-chicote (gênero Aspidoscelis) são um gênero de répteis composto apenas por fêmeas. Por conta disso é de se esperar que a reprodução desses animais seja somente assexuada.

Por conta de mutações genéticas, os ovos não fertilizados deles têm o dobro de cromossomos. Isso faz com que não seja precisa um “esperma” para que um embrião seja gerado.

Mesmo assim, os lagartos-cauda-de-chicote não dispensam o ritual de acasalamento. Quando isso acontece, uma das fêmeas é tomada por uma onda de progesterona e age como um macho montando em outra fêmea. De acordo com estudos, as fêmeas que simulam esse acasalamento são mais férteis do que as que não fazem.

Tubarões em cativeiro

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A partenogênese é vista principalmente nos animais que vivem em cativeiro, como as raias e os tubarões. Ela já foi vista em tubarões-martelo, tubarões-zebra e tubarões-lisos.

Esses animais têm fecundação interna, o que quer dizer que o gameta masculino é depositado no interior do corpo da fêmea. Contudo, em 2007, um tubarão-martelo fêmea deu à luz sem ter nenhum contato com um esperma. Esse foi o primeiro caso de partenogênese visto em um tubarão.

O segundo caso foi visto em 2008 também em tubarões em cativeiro. Em 2017, cientistas australianos publicaram um estudo falando sobre duas fêmeas de tubarão-zebra que também tiveram filhotes sem fecundação.

Outro caso foi visto em 2021, na Itália, quando uma fêmea de cação-liso deu à luz um filhote fêmea sem ter um macho. E em 2022, outro tubarão-zebra conseguiu ter filhotes por partenogênese, mesmo tendo machos disponíveis para acasalamento.

Fonte: Olhar digital

Imagens: Olhar digital

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