As cartas macabras de Jack, o Estripador

Quando o assassino posta cartas do inferno…

Durante os assassinatos brutais de Whitechapel em 1888, dezenas de cartas chegaram à polícia e à imprensa. Muitas eram de curiosos, outras fofocas mórbidas, mas três se destacaram por serem especialmente perturbadoras.

1. “Dear Boss”: a carta que deu nome ao monstro

Datada de 25 de setembro de 1888, esta carta, assinada “Jack the Ripper”, foi a primeira vez que o nome apareceu  e pegou de jeito o imaginário coletivo. O autor debochava da polícia e prometia continuar atacando mulheres, dizendo até que tiraria as orelhas de uma próxima vítima. Coincidentemente (ou não), Catherine Eddowes apareceu dias depois com a orelha cortada. Desde então, muito se discute se era obra do próprio assassino ou a jogada de um jornalista querendo cliques.

2. “Saucy Jacky”: o cartão do “evento duplo”

Esse cartão postal, postado em 1º de outubro de 1888, descreveu o assassinato de Stride e Eddowes como um “double event”, informação que não era pública ainda, o que deixou tudo mais assustador. Mas muitos estudiosos apontam que, na verdade, jornalistas tinham acesso aos detalhes e podiam falsificar. Tudo indica que era mais marketing sensacionalista do que ameaça real.

3. “From Hell”: a carta misturada com horror real

Três cartas foram reconhecidas como supostamente legítimas. (Fonte: Casebook / Reprodução)

Essa é a mais cruel de todas: enviada em 15 de outubro de 1888 a George Lusk, líder do Comitê de Vigilância de Whitechapel, chegou acompanhada de metade de um rim humano. Na carta, o remetente afirma ter frito e comido a outra metade. Apesar da brutalidade, muitos historiadores ainda duvidam da autenticidade, mas os erros de ortografia e o remetente ter enviado direto ao vigilante, e não à polícia, dão mais peso a essa como possivelmente genuína.

Era tudo golpe ou havia algo real por trás?

Até 1888, a imprensa local estava faminta por manchetes. A avalanche de correspondências culposas ou anônimas tornou difícil separar o que era sugestão de investigador, bizarrice de fã de crime ou verdade macabra. Especialistas ainda debatem: alguns acham que as cartas eram truque de jornal, outros levantam que pelo menos duas, “Dear Boss” e “From Hell”, podem ter sido enviadas pelo próprio assassino.

Fonte: Mega Curioso

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