
Essa fama toda de fantasma loira que aparece no espelho do banheiro veio de uma moça que existiu de verdade! E acredite: esse roteiro foi escrito no século 19 mesmo.
Ela era Maria Augusta de Oliveira Borges, filha do Visconde de Guaratinguetá, nascida nos anos 1860. Aos 14 anos foi obrigada a se casar com um homem 21 anos mais velho. Mas não aguentou: vendeu suas joias e fugiu para Paris aos 18. Morreu aos 26, em 1891, e o atestado de óbito… sumiu.
Depois que morreu, o corpo de Maria foi trazido de volta ao Brasil. Ficou exposto numa urna de vidro no sobrado da família, ninguém queria enterrá-la. Mas ela teria aparecido em visões pedindo pra ser sepultada. Só foi enterrada depois disso. Só que o casarão virou escola, e estudantes começaram a dizer que o espírito dela andava pelos banheiros, abrindo torneiras, batendo portas e… pedindo por água, dizem.
Em 1916, um incêndio misterioso destruiu parte da escola. Havia um velho piano na casa e alguns disseram que ouviram musicas sendo tocadas durante o incêndio. Isso só reforçou o medo e o mistério. Aí foi que a “Loira do Banheiro” virou lenda popular entre os colégios.
Se te contaram que dá para invocar a Loira… é verdade (no senso da lenda, claro). Versões variam, mas o clássico tem: bater a porta, xingar, acionar a descarga três vezes, chamar o nome dela em frente ao espelho, daí, dizem, ela aparece. Sim, um ritual versão brasileira de “Bloody Mary”.
Fonte: Mega Curioso





