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As origens desconhecidas de Game of Thrones

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Com a estreia de A Casa do Dragão, o spin off de Game os Thrones, o universo criado por George R.R. Martin voltou a ser assunto ao redor do mundo. Sendo assim, ele é gigantesco, complexo e muito mais. Mas o autor não inventou todas aquelas histórias sozinho.

A verdade é que Martin teve inspiração em diversas outras histórias contatadas no continente europeu há, pelo menos, mil anos. Seria Game of Thrones um conto de fadas remodelado? Um filme da Disney para adultos?

O inverno está chegando

Não precisa ter assistido a série para ter ouvido essa frase, que se tornou meme rapidamente considerando o tanto que ela foi repetida ao longo das temporadas. Porém, você sabia que o bordão dos senhores do norte de Westeros poderia servir como lema da mitologia nórdica?

Isso porque os principais textos míticos escritos em islandês antigo, como a Edda em Prosa, compilada pelo erudito Snorri Struluson, ainda no final do século 12, começo do século 13, também falam da chegada de uma estação fria com consequências apocalípticas.

Desse modo, de acordo com Snorri, as divindades de Asgard, o reino dos deuses vikings, como Thor e seu pai Odin, tomaram conhecimento de profecias assustadoras sobre o Ragnarök, ou a Perdição dos Deuses. Esse evento iria destruir o palácio divino, assim como todos os Nove Mundos que formam o cosmos. Algo bem Apocalíptico mesmo.

Considerando que os inimigos de Asgard eram os gigantes do gelo e os monstros gelados do deus trapaceiro que ganhou seu próprio spin off, Loki, o caos iria se iniciar com uma onda de frio severo, o chamado Fimbulvetr, que significa inverno extremo em islandês.

Essa onda de frio teria a duração de seus invernos normais e ajudaria a desencadear uma série de guerras terríveis. Portanto, segundo a profecia, com o mundo enfraquecido, os gigantes do gelo e Loki atacariam os deuses de Asgard, acabando com toda a Criação.

Porém, no caso de Martin, o inverno terrível faz parte do ciclo climático de Westeros, sendo um período de muita dificuldade, fome e morte. Além desse risco constante, os habitantes dos Sete Reinos, especialmente nos domínios dos Stark, conhecem bem o mito da Longa Noite.

Nesse inverno sobrenatural, que se deu cerca de 6 a 8 mil antes do período de Game of Thrones, os Outros atacaram os seres humanos e só foram derrotados por pouco.

O corvo

Bran Stark é empurrado de uma janela por Jaime Lannister ainda na primeira temporada de Game of Thrones para encobrir sua relação incestuosa com Cersei. Mas, o garoto sobreviveu e ficou paraplégico, aprendendo a viajar no tempo e espaço tomando posse de corpos, humanos e animais, na sexta temporada.

Seu nome completo é Brandon Stark, mas todos os chamam de Bran e isso não é por acaso. Isso porque, em galês medieval, brân significa “corvo”, sendo que sua habilidade especial surgiu com sua ligação com o corvo de três olhos. Além disso, na mitologia do País de Gales, existe a história do rei Bran Bendigeidfran, que significa Bran, o Abençoado.

Em um dos textos, Bran é o monarca de toda a ilha da Bretanha e, numa guerra contra os irlandeses, tem seu pé ferido com uma lança envenenada. Então, o rei pede que seus companheiros cortem sua cabeça e a leve para Londres. Durante décadas, a cabeça do rei Bran continua capaz de falar e raciocinar, inclusive, prevendo o futuro e dando conselhos. A ligação com Bran, paraplégico, é claro.

Além disso, os corvos Hugin (“Pensamento”) e Munin (“Memória”) pertencem a Odin, encarregados de informar o deus sobre os acontecimentos dos Nove Mundos.

Troca-peles

Todos os irmãos de Bran conseguem atuar como troca-peles. Ou seja, eles podem ligar a sua consciência à de um animal, controlando o bicho e até experimentando suas sensações. Nos livros que deram origem à série Game of Thrones, os troca-peles são chamados de wargs.

Já em islandês antigo, vargr é um termo que significava “lobo”, passando a designar seres humanos fora da lei. São diversas as ligações históricas e mitológicas, deixando os telespectadores ávidos para saber mais sobre esse universo incrível.

Fonte: Superinteressante

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