
Para aqueles que buscam sua chance no mundo tech, um conselho de Bill Gates pode impressionar.
Nesse universo, ter boas ideias para novos produtos ou serviços é essencial, mas estar no momento e no lugar certos ao conceber essas ideias é igualmente crucial.
Ao longo da história, vimos inovações que, com o passar do tempo, consideramos revolucionárias ou até mesmo à frente de sua época.
Exemplos como o Atari Lynx e o Nokia N-Gage ilustram bem isso. O Wii U também poderia figurar nessa lista. Contudo, na época de seus lançamentos, esses produtos foram considerados fracassos.
No início da computação pessoal, quando a IBM já era uma gigante, surgiram vários nomes importantes, mas dois se destacaram: Steve Jobs e Bill Gates. Eles estavam no lugar certo para desenvolver suas ideias.
Mas e se Bill Gates tivesse que começar tudo de novo, em 2024? O fundador da Microsoft foi direto sobre qual seria sua “aposta vencedora”.
E não é algo tão surpreendente, já que ele vem falando sobre inteligência artificial há bastante tempo.

Via Tribuna
Hoje em dia, a inteligência artificial está em todo lugar. Quase não há aplicativos minimamente relevantes que não ofereçam alguma funcionalidade baseada em IA para seus usuários.
Além de apps como o ChatGPT e das diversas ferramentas de IA generativa, voltadas para vídeos e imagens, a inteligência artificial se tornou onipresente.
A Microsoft, com suas parcerias com a OpenAI, integrou IA ao Office e ao Outlook. O Google segue o mesmo caminho com o Gemini, e até a Apple, que há alguns anos evitava discutir inteligência artificial, agora conta com o Apple Intelligence.
A IA já está sendo usada em videogames, e aplicativos como o Notion também incorporaram suas funcionalidades.
Telefones como o Pixel 9 e o Galaxy S24 aproximaram a IA generativa dos usuários de maneira simples, principalmente através de seus recursos fotográficos.
As grandes empresas de tecnologia estão investindo bilhões em data centers voltados para IA, quantias enormes que, dizem, trarão retornos lucrativos no longo prazo.
Mesmo com o risco de uma possível bolha, a expectativa é que a avaliação da OpenAI atinja US$ 150 bilhões, posicionando a empresa entre gigantes globais como Disney e Inditex.
Por que toda essa contextualização? Porque Bill Gates, que em sua época foi um dos responsáveis por padronizar a computação e torná-la acessível a todos os tipos de usuários, declarou à CNBC que, se tivesse que começar do zero hoje, apostaria na inteligência artificial e competiria com uma startup focada nessa área.
Ele diz que, atualmente, alguém poderia arrecadar bilhões de dólares para uma startup de IA com apenas algumas ideias iniciais.
O conselho de Bill Gates parece ser bem simples, já que grandes investidores provavelmente já viram ideias semelhantes em reuniões a portas fechadas (não à toa, as grandes empresas de tecnologia estão despejando enormes quantias na OpenAI).
No entanto, Gates, agora aposentado, também acredita que a chave para o sucesso é ter… fé.
Ele conta que teve sorte porque sua crença no software o tornou único. Gates ressalta que acreditar em IA hoje não é algo muito exclusivo, mas que é possível desenvolver uma visão diferenciada sobre como projetar esse recurso.
A questão é encontrar um ponto chave que outros não enxergaram e, assim, destacar seu produto. E tudo dependerá do quanto você consegue captar dos investidores – e há muito dinheiro disponível.
Um relatório do PitchBook, divulgado em agosto, revelou que até agora, em 2024, os investidores já injetaram US$ 26,8 bilhões em negócios voltados para a IA.
Em todo o ano de 2023, o valor arrecadado por empresas de IA foi de US$ 25,9 bilhões, o que indica que 2024 pode elevar ainda mais esse patamar.

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Gates afirma que, se conseguisse levantar capital suficiente, não hesitaria em lançar um concorrente para gigantes como Google, Nvidia ou OpenAI. Este último é especialmente interessante, já que a OpenAI tem o total apoio da Microsoft, pelo menos por enquanto.
E se ele não conseguisse o financiamento necessário? Simples: buscaria um nicho onde a IA fosse relevante e pudesse crescer com menos concorrência.
Além de comentar “bom, se eu tivesse 50 anos a menos faria muitas coisas”, Gates compartilhou dois conselhos que muitos já estão aplicando.
O primeiro é que, se tivesse 20 anos hoje, ele estaria de olho em como outras empresas estão lidando com a IA, identificando falhas em suas abordagens para criar algo melhor ou oferecer seus próprios serviços.
O segundo conselho de Bill Gates é focar em como a IA pode melhorar tudo, desde os negócios até a vida cotidiana, otimizando tarefas repetitivas e tediosas.
Um exemplo citado por Gates é o uso da IA para reduzir a burocracia enfrentada pelos médicos, permitindo que eles dediquem mais tempo aos seus pacientes.
Apesar de todo seu brilhantismo, Gates é hoje um homem de 68 anos, e ele mesmo reconhece que sua visão é moldada por sua experiência.
Ele não está dizendo que é velho, mas destaca que incentiva os jovens a ultrapassarem os limites da IA, sabendo que “eles estão vendo isso de uma perspectiva mais nova que a minha, e essa é a grande oportunidade deles”.
Além de aconselhar as novas gerações e refletir sobre o que teria feito se tivesse 20 anos, Gates também compartilha outras opiniões sobre inteligência artificial.
Ele prevê que, no curto prazo, a IA enfrentará um declínio se continuar sendo apenas um “papagaio”, ou seja, se permanecer limitada a repetir o que foi treinada para aprender.
Devido ao seu modelo de aprendizado, a IA não consegue aplicar conhecimentos novos de forma inesperada, e o próximo grande avanço será a metacognição.
Esse conceito é bastante complexo, pois envolve a consciência sobre o próprio conhecimento — a capacidade que nós, humanos, temos de aprender continuamente e aplicar esse aprendizado para alcançar novas descobertas, ao invés de nos limitarmos a conclusões previamente adquiridas.
Para Gates, essa metacognição é o próximo passo fundamental para que a IA ultrapasse o papel de simples assistente.
O bilionário ressalta que uma IA metacognitiva deve ser capaz de pensar: “Quão importante é essa informação? Como posso verificar minha resposta? Quais ferramentas externas poderiam me ajudar?”. Ele acredita que essa será a grande fronteira para o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI).
Fonte: IGN





