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Cachorro-robô foi desenvolvido para explorar a lua

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A lua é um dos corpos celestes mais pesquisados. Esse nosso vizinho cósmico é o único corpo do sistema solar que os humanos já pisaram, e é bem conhecido. No entanto, por mais de 50 anos as viagens até esse satélite natural foram deixadas de lado. Mas essa realidade está mudando. Tanto que, por mais que não tenha missões tripuladas planejadas, a Agência Espacial Europeia (ESA) está trabalhando em projetos, como o desenvolvimento de um cachorro-robô para ajudar na exploração da lua.

Esse projeto de desenvolvimento do cachorro-robô foi chamado de LEAP, sigla em inglês para “Legged Exploration of the Aristarcus Plateau”, ou Exploração com Pernas do Planalto de Aristarco traduzido.

O nome veio porque Aristarco é uma das regiões lunares que a ESA quer explorar em breve. A equipe do LEAP está trabalhando para que o robô seja integrado ao European Large Logistic Lander (EL3), módulo de pouso da agência. O módulo está programado para ir até a lua várias vezes do fim dos anos 2020 até o começo dos anos 2030.

Cachorro-robô

History

O LEAP está adaptado ao ambiente lunar por um consórcio entre o Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha, e outras instituições. O protótipo desse robô pesa menos de 50 quilos e consegue transportar sensores multiespectrais, radar de penetração no solo, espectrômetros de massa, gravímetros e outros instrumentos.

A princípio, o LEAP está sendo treinado em um ambiente virtual para simular as propriedades do terreno, gravidade e poeira lunar. “O alvo do LEAP é o planalto de Aristarco, uma região da Lua que é particularmente rica em características geológicas, mas altamente difícil de acessar”, disse Patrick Bambach, do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar.

Por conta disso, o robô teria a capacidade de se deslocar de diferentes maneiras. Isso seria bastante útil para que ele consiga cobrir grandes distâncias em um curto período de tempo. Além disso, o LEAP também conseguiria escalar encostas íngremes, implantar instrumentos científicos e cavar o solo para coletar amostras.

Exploração

A lua não é o único lugar de difícil acesso para os humanos que necessita de uma ajuda tecnológica. Aqui na Terra também existem lugares assim e que fascinam os pesquisadores. Um deles é Pompeia.

Desde o seu redescobrimento, em meados do século XVIII, o lugar é estudado por conta dos milhares de corpos fossilizados e modelados pelas cinzas. Contudo, até hoje as ruínas de Pompeia não foram totalmente exploradas. Por conta disso, a empresa Boston Dynamics desenvolveu um robô no formato de um cachorro chamado Spot. O robô foi desenvolvido nos Estados Unidos, mas será usado em Pompeia. O objetivo é investigar as ruínas da cidade destruída pelo vulcão Vesúvio.

O robô foi feito para conseguir identificar danos estruturais e possíveis riscos que podem colocar os visitantes da cidade em perigo. Além disso, Spot também investigará túneis subterrâneos cavados por caçadores de relíquias.

De acordo com o Parque Arqueológico de Pompeia, Spot consegue atravessar os terrenos acidentados e inspecionar os lugares mais apertados. Além disso, sua visão 360° faz com que ele consiga evitar obstáculos em seu caminho, conseguindo chegar a uma velocidade de até 26 metros por minuto.

Com todos esses recursos, Spot coletará dados para o estudo e planejamento de intervenções em Pompeia. Isso porque a Unesco ameaçou colocar a cidade na lista de patrimônios da humanidade ameaçados, a não ser que as autoridades italianas tomassem providências e fizessem alguma coisa para garantir a preservação da cidade, que é também um sítio arqueológico.

Por conta disso, as autoridades colocaram não apenas o cão robô, mas também um drone para escanear e fazer um modelo 3D de todos os 66 hectares do sítio arqueológico.

A preservação da cidade tem que ser feita porque ela é bem visada pelos chamados tombarolis, os famosos ladrões de tumbas. Esses ladrões conseguem fazer fortunas arrombando e roubando as relíquias históricas de Pompeia. E a forma mais fácil que eles têm para chegar a esses tesouros é através dos túneis.

“Geralmente, as condições de segurança dos túneis cavados por ladrões de tumbas são extremamente precários. O uso do robô pode significar um avanço que nos permitiria prosseguir com mais rapidez e total segurança”, disse Gabriel Zuchtriegel, diretor do parque arqueológico de Pompeia, em nota.

Fonte: History, Superinteressante

Imagens: History, YouTube

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