Cachaça Econômica: distribuidora de bebidas com nome diferente faz sucesso

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesagosto 12, 2022

Quando se pensa em uma distribuidora de bebidas, com certeza, uma das últimas coisas que alguém irá é relacioná-la com um banco. No entanto, o dono de uma distribuidora de bebidas decidiu fazer essa mistura diferente. Como resultado, surgiu a “Caixaça Econômica”.

O nome da distribuidora faz uma referência à bebida que é patrimônio nacional, a cachaça , e à Caixa Econômica Federal, instituição financeira pública brasileira. E foi justamente esse nome interessante que fez com que a fachada do estabelecimento viralizasse nas redes sociais nos últimos dias. Para se ter uma ideia, depois de dois dias da publicação, um dos vídeos que mostra a placa da distribuidora tinha mais de 2,5 milhões de visualizações.

Como o caso viralizou, ele chegou até o conhecimento da Caixa que, de acordo com o proprietário da distribuidora, teria notificado os donos do estabelecimento e feito um pedido para que eles tirassem as referências à instituição da sua placa.

“A Caixa fez uma visita para a gente e pediu pra desvincular o ‘X’ dela, para tirar a ideia de Caixa Econômica. Nós mexemos na logo e substituímos o “X” pelo “CH”. Vai continuar se chamando Cachaça Econômica, mas nada que lembre a Caixa Econômica Federal”, explicou Adilson.

A Caixa Econômica Federal informou que realmente encaminhou uma notificação para que fosse retirada a sua marca de qualquer anúncio publicitário, ação promocional, fachada ou referência visual na internet. Além disso, o banco disse que é o titular exclusivo dos direitos de utilização das marcas institucionais, por conta disso, o uso indevido constitui crime contra a propriedade intelectual.

Distribuidora

G1

A distribuidora de bebidas fica em Cariacica, na região metropolitana de Vitória. Quem teve a ideia para o nome foi o empresário Adilson Ramos e sua esposa, Francini Moreira, os dois com 28 anos. De acordo com ele, o nome foi escolhido justamente com o objetivo de repercutir localmente, mas ele não imaginava a proporção gigantesca que teria na internet.

“Eu tive a ideia do ‘Caixaça’, associando ao logo da Caixa, e a minha esposa matou a charada falando ‘Econômica!’. Quando ela falou isso eu pensei: xeque-mate! A gente pensava num nome pra chamar a atenção da região, a gente não chegou a pensar que fosse correr o mundo como correu”, contou o empresário.

O casal já trabalha no ramo do varejo de bebidas há seis anos. Mas no lugar onde abriram a distribuidora tinham antes uma loja de utensílios domésticos. No entanto, como a loja de utilidades não estava indo bem, eles decidiram abrir a nova distribuidora.

Depois de ter o nome escolhido, o casal encomendou a placa para o estabelecimento. O empresário disse que, no começo, a ideia não foi muito bem recebida, mas que logo caiu no gosto do povo.

“A gente viu um menino para fazer a arte, ele não gostou muito, mas depois de pronto ele me ligou e falou que tinha ficado genial. Imprimimos e colamos. No terceiro dia, passa um rapaz e grava um vídeo e coloca nas redes sociais, e teve a repercussão que teve”, disse ele.

Com toda a repercussão e a notificação da Caixa, os empresários mudaram a logo da distribuidora e substituíram a o “X” nas cores branco e laranja, característico do banco, pelas letras “CH”. No entanto, o azul escuro e a tipografia que lembra a mesma usada pelo banco ainda foram mentidas.

Além do “X”, a frase “Vem pra Caixaça você também”, referência a “Vem pra Caixa você também” também foi tirada da placa.

Caixa Econômica

Poder 360

Claro que a instituição financeira também se pronunciou sobre esse caso. A instituição financeira fez uma nota e enviou ao G1, nela se lê:

“A CAIXA informa que já encaminhou notificação para a retirada imediata das marcas do banco de qualquer anúncio publicitário, ação promocional, fachada ou referência visual na internet.

A CAIXA é a titular exclusiva dos direitos de utilização das marcas institucionais e de produtos e serviços, sob o amparo da Lei n° 9279/96, Art.129 e Art.130.

O banco esclarece que a utilização indevida de marcas constitui crime contra a propriedade intelectual, tipificado na referida lei ainda pelo art.189, inciso I, cuja pena prevista é de 3 meses a 1 ano de detenção, ou multa”.

Fonte: G1

Imagens: G1, Poder 360

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