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Cientista encontra tesouro perdido, mas não conta a ninguém onde está

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Em 1988, o cientista Tommy Thompson descobriu, na costa da Carolina do Sul, um navio que naufragou em um determinado momento do século 19. A embarcação continha quase US$ 4 milhões em moedas de ouro.

Thompson acabou sendo contratado por cerca de 160 pessoas, que queriam descobrir o local do navio. Os investidores pagaram ao cientista o valor de US$ 12,7 milhões, no entanto, ao chegarem na embarcação, acabaram percebendo que as moedas de ouro não estavam mais ali.

Atualmente, Thompson completa cinco anos atrás das grades por se recusar a revelar onde está o tesouro. De acordo com a CBS News, o cientista, em 2012, fugiu para a Flórida com o intuito de evitar ser processado pelos investidores. A fuga foi em vão. Thompson foi encontrado em 2015, em Boca Raton, Flórida, Estados Unidos.

O cientista, que estava com sua companheira, foi condenado a dois anos de prisão e multado em US$ 250.000. Thompson ainda está preso porque, até hoje, se recusa a revelar a localização das moedas de ouro que os investidores afirmam serem legalmente os donos.

O tesouro perdido

Construído em meados de 1800, na Califórnia, durante a era da corrida do ouro, o SS Central America, também conhecido como o Navio do Ouro, operou sem problemas entre sua região titular e a costa leste da América.

Em setembro de 1857, a embarcação, infelizmente, se viu diante de uma tragédia. O Central America, que partiu do porto panamenho de Colón, no dia 3 de setembro, rumo à cidade de Nova York, com 30.000 libras de ouro e 578 pessoas a bordo, foi engolido por um furacão, na costa da Carolina do Sul, no dia 12 de setembro e, por isso, acabou afundando.

Das 578 pessoas que estavam a bordo, 425 morreram. Embora as vidas perdidas sejam inestimáveis, o desaparecimento da carga tenha causado verdadeiro pânico econômico, afinal, na época, o tesouro foi avaliado em cerca de US$ 8 milhões. Hoje, a tonelagem, inestimável, vale cerca de US$ 550 milhões.

Os investidores e o cientista

Os investidores, há três décadas, esperam um retorno por parte do cientista. Quando foi encontrado pelo US Marshal, em março de 2015, Tommy Thompson, após assinou um acordo judicial, foi condenado a dois anos e multa.

O acordo exigia que o cientista respondesse perguntas específicas sobre o tesouro. Em troca, ganharia sua liberdade. Inúmeros encontros entre Thompson e os investidores foram marcados. Apesar da tremenda pressão, o cientista se recusou a ajudá-los.

O juiz federal Algenon Marbley condenou Thompson por desacato. Com a decisão, imposta no dia 15 de dezembro de 2015, o cientista teve que permanecer na prisão e, além disso, pagar uma multa diária no valor de US$ 1.000 até fornecer informações que levassem às moedas.

Thompson, desde então, afirma ter esquecido onde está o ouro. Em outubro de 2020, o cientista alegou sofrer de síndrome de fadiga crônica. A enfermidade, curiosamente, afeta sua memória.

O caso segue sob investigação. Thompson continua na prisão federal em Milan, Michigan. Embora tenha afirmado lembrar vagamente que as moedas foram entregues a um trust, em Belize, os investidores se recusam a acreditar.

Thompson, que tem 68 anos, já acumulou US$ 1,8 milhão em multas por não fornecer informações precisas aos investidores. Atualmente, a defesa de Thompson alegou que o cientista já cumpriu a sentença máxima por desacato ao tribunal, no entanto, o juiz afirma que o mesmo violou a exigência de seu acordo em “ajudar” as partes interessadas.

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