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Cientistas brasileiros fazem teste que detecta coronavírus em 3 horas

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O surto de coronavírus  não deixou de ser uma preocupação de todas as autoridades mundiais. Exatamente por ser um vírus mortal, as autoridades de todo mundo estão se mobilizando com a situação. O que se quer, é conter o surto e identificar toda a rota que ele fez. Por ser um vírus novo e sempre terem pesquisas e estudos novos saindo, quase a todo momento, sai uma notícia nova sobre o vírus. Podendo ser verdadeira ou fruto de uma preocupação exacerbada.

Com a crescente do surto e gravidade, a Organização Mundial de Saúde mudou a classificação sobre o coronavírus e decretou emergência sanitária global. De todos os casos, 25% são graves. Então, não é de se espantar que especialistas estejam trabalhando o mais intensamente possível na procura de uma cura para esse novo vírus ou em como identificá-lo de forma mais rápida.

A forma mais rápida de identificar os pacientes com coronavírus levava 48 horas. Bom, ela era a mais rápida até agora. Esse tempo foi reduzido para apenas três horas, graças à nova forma de diagnóstico. Ela foi possível graças ao equipamento da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Detectar

O processo, para detectar o coronavírus, é o mesmo que também foi usado para identificar o zika vírus há cinco anos. O equipamento é chamado de Real Timer e faz um processo chamado de RT-PCR.

“Esse equipamento faz uma reação que é capaz de identificar o material genético do vírus e é isso que os laboratórios utilizam para cravar o diagnóstico”, disse o farmacêutico Gúbio Soares.

De acordo com ele, todo o processo até a confirmação do diagnóstico pode ser feito em até três horas. Segundo informações da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), esse processo precisa ser confirmado fora do estado. E as análises começaram a ser feitas no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Salvador, mas ainda precisam ser finalizadas no Rio de Janeiro.

“O material de algum paciente suspeito é encaminhado para o Lacen-Ba, onde serão feitos testes para vírus respiratórios com circulação no país, como H1N1. Em casos de negativo para essas análises iniciais, o material deve ser encaminhado para o laboratório de referência para a Bahia, que é a Fiocruz, no Rio”, diz a nota da Sesab.

Com relação ao tempo até o diagnóstico ficar pronto, a Sesab disse que “ainda não há comunicado oficial quanto ao tempo para o resultado”. O pesquisador disse que esse processo pode durar 48 horas.

Método

O pesquisador diz que esse método é o mais eficiente para se ter um diagnóstico. “Ainda não existem testes imunológicos para detectar anticorpos contra o vírus porque ele é novo”, explica.

É previsto que ele consiga fazer a análise de 90 amostrar por mês. Mas essa identificação não foi feita por causa da falta de amostras na Bahia. No começo do surto, o estado tinha dois casos suspeitos mas nenhum deles foi confirmado. E nenhum dos casos suspeitos em avaliação são do nordeste.

Essa diminuição no tempo de confirmação do vírus não influencia no tratamento, explica a infectologista, Clarissa Cerqueira Ramos. Isso porque o coronavírus é tratado com os mesmos parâmetros de outras doenças respiratórias.

Quando existe uma suspeita, o paciente é colocado em isolamento por causa da forma de contágio da doença. E quanto mais demorado for o processo de diagnóstico da doença maiores são as chances de se manter o paciente isolado sem uma necessidade real. E isso gera vários custos extras.

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