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Cientistas conseguiram dar visão infravermelha para ratos

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      13/03/19 às 19h49

Em muitos filmes de ficção científica, super-heróis e vilões possuem habilidades extraordinárias como visão infravermelho e raio laser ocular. Personagens como o Superman e Ciclope, dos X-Men, são alguns exemplos. Apesar das maravilhas que pode fazer o olho humano, a capacidade de ver além do espectro visível, ao menos ainda, não está dentro de nossas possibilidades.

Para nós, simples humanos, tais habilidades só podem ser vistas nos quadrinhos e nos filmes. Mas isso pode estar prestes a mudar. Um grupo de cientistas parece estar planejando mudar isso criando uma nanopartícula injetável e que pode nos fornecer visão sobre humana.

O super rato

Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China e da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachussets desenvolveram uma 'nanopartícula ocular' que pode detectar luz infravermelha próxima. A criação foi injetada diretamente nos olhos de roedores.

De acordo com um estudo publicado na revista científica Cell, no fim de fevereiro, se mostrou que camundongos ganharam uma supervisão, o que permitiu que os animais pudessem enxergar além do espectro visível, não afetando a visão normal deles.

Assim como os olhos humanos, a visão dos ratos limita-se ao ver a "luz visível", que é apenas uma pequena fração do espectro eletromagnético. Costumeiramente, nossos olhos apenas respondem a comprimentos de onda nos espectros entre 400 e 700 nanômetros.

Comprimentos superiores a 700 nanômetros acabam se tornando invisíveis para nós e são classificados como "infravermelhos" (bem como as ondas ainda maiores, como as de microondas e ondas de rádio que não podemos ver).

Para permitir que os ratos pudessem ver as ondas em infravermelho, os cientistas desenvolveram uma nanopartícula capaz de alterar o comprimento da onda de luz infravermelha recebida (980 nm) para um comprimento de onda detectável pelas células de nossos olhos (535 nm).

A visão do futuro

Tal nanopartícula é tão pequena que pode ser injetada nos olhos, onde se liga às células da retina, que é responsável pela conversão da luz em sinais elétricos que e serão interpretados pelo cérebro. Ao alterar o comprimento da onda para 535 nanômetros, o olho do animal deve ser capaz de detectar a luz infravermelha,l que antes era invisível como um brilho verde.

Para saber se os ratos conseguiam detectar tal luz, suas pupilas foram avaliadas. Ao serem expostos à tal luminosidade, as pupilas dos roedores (e a dos humanos) se contraem para calibrar a quantidade de luz que entra em seus olhos. Caso as nanopartículas funcionem, os pesquisadores devem continuar a emitir a luz infravermelha invisível e continuar a presenciar as pupilas se contraindo.

E foi exatamente isso o que aconteceu. Diversos testes se seguiram, com os ratos em um labirinto aquático, onde eles deveriam usar suas visões infravermelhas para poderem encontrar uma plataforma escondida. Os ratos haviam sido treinados para associarem um padrão de luz infravermelha com a plataforma.

Neste teste, tantos os ratos que receberam a nanopartícula, quanto os que não receberam foram testados. Somente 50% dos ratos que não receberam as injeções oculares somente encontraram a plataforma. Já entre os ratos que receberam a nanopartícula, 80% deles encontraram a plataforma, mesmo no escuro.

Outra constatação durante os testes é que as nanopartículas continuaram a atuar na visão dos roedores por até 10 semanas, sem efeitos colaterais residuais ou danos a longo prazo à sua visão normal. Como a nova tecnologia não afeta a visão normal, isso poderia ajudar os cientistas a desenvolverem soluções para melhorar e reparar a visão comum em mamíferos.

Então pessoal, o que acharam da matéria? Deixem nos comentários a sua opinião e não esqueçam de compartilhar com os amigos.

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