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Cientistas planejam ”escurecer” o sol para frear aquecimento global

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Nosso planeta já tem seu longo período de existência e já passou por várias mudanças. Uma delas, que os pesquisadores consideram uma das mais drásticas, é a climática. O aquecimento global vem afetando o mundo de várias maneiras e talvez caminhe para um ponto onde se torne cada vez mais difícil a nossa existência.

Esse aquecimento global visto é causado pelo homem e suas ações com o meio ambiente. Vivemos em uma situação de perda e estima-se que, com o passar do tempo, a vida ficará impossível para várias espécies de seres vivos, incluindo os humanos.

Por conta disso, vários planos são pensados para tentar diminuir essa situação. Uma delas, que parece coisa de filme, está cada vez mais sendo considerada pelos cientistas. Eles querem usar a geoengenharia solar, que promete “escurecer o sol”. Esse plano sempre foi visto como o último recurso no combate à crise climática, no entanto, agora, os cientistas estão considerando usá-la.

Escurecimento do sol

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Essa geoengenharia solar nada mais é do que o lançamento de partículas reflexivas na atmosfera para diminuir o calor que a Terra absorve. Na realidade, ela não escurece o sol. Mesmo se ela for usada, a nossa estrela continuará emitindo a mesma radiação, mas uma menor parte dela iria chegar à superfície do nosso planeta.

Desde o último mês, essa ideia bastante polêmica contra o aquecimento global vem ganhando força para que ela saia do campo da ficção científica e se torne realidade. Tanto é que a própria Casa Branca anunciou um plano de estudo de cinco anos a respeito desse assunto como uma maneira de reagir a seus fracassos em atingir as metas climáticas estabelecidas em acordos mundiais.

Os cientistas sabem que as partículas em suspensão na atmosfera podem ter um efeito de resfriamento no nosso planeta. Essa ação é vista depois de erupções vulcânicas. E a geoengenharia solar funciona de maneira parecida. Ela nada mais é do que colocar dióxido de enxofre na estratosfera.

Ressalvas

Socientifica

Por mais que exista um certo consenso de que esse “escurecimento do sol” funcionaria, as preocupações com os impactos que isso causaria também são grandes. Quem é contra ressalta que os efeitos colaterais que irão ser sentidos no mundo todo podem incluir eventos extremos, como inundações, em locais inesperados.

Portanto, por conta desses possíveis impactos, e pelo seu alto custo, essa ideia não é tão simples de ser colocada em prática e simplesmente não apresentar nenhum dano. Mas ficamos com a pergunta de “será que nós chegaremos a um ponto em que somente a geoengenharia solar seria a solução?”.

Aquecimento global

Marca ambiental

O aquecimento global é causado por vários fatores, um deles é o desmatamento. Então é meio óbvio pensar que se a retirada de árvores causa danos, o plantio delas pode reverter essa situação. Mas quantas árvores teriam que ser plantadas? O estrago é tanto que, para revertê-lo, 1,2 trilhão de novas mudas de árvores deveriam ser plantadas.

O número é quatro vezes maior do que a totalidade de árvores que vivem na floresta amazônica. Calcula-se que existam no planeta, hoje, cerca de três trilhões de árvores. Mesmo assim, mais um terço dessa quantia deveria ser plantada em todos os espaços do planeta que não são ocupados nem por zonas urbanas, nem destinados à agropecuária.

O estudo que indica o caminho para reverter os danos causados pelo desmatamento foram publicados na revista Science. O cientista britânico e ecólogo Thomas Crowther, que é um dos autores da pesquisa, defende que as novas árvores devem ser plantadas em todos os lugares ociosos do planeta, independentemente de quem sejam os proprietários da terra.

Com isso, sabe-se que se trata do primeiro estudo que já foi realizado e que demonstra quantas árvores adicionais o planeta é capaz de suportar, quais lugares em que elas poderiam ser plantadas e quanto de carbono elas seriam capazes de absorver. Se todo esse reflorestamento for feito, os níveis de carbono na atmosfera poderiam cair em 25%, ou seja, retornar a padrões do início do século 20.

Para realizar o estudo, o grupo de pesquisadores utilizou um conjunto de dados globais de observações de florestas e o software de mapeamento do Google Earth Engine. Foram analisadas todas as coberturas de árvores em áreas florestais da terra, em todos os cantos do planeta. Ao todo, os cientistas analisaram 80 mil fotografias de satélite de alta resolução.

Através de inteligência artificial, dez variáveis de solo e clima ajudaram a determinar o potencial de arborização de cada ecossistema, considerando as condições ambientais atuais e priorizando áreas com atividade humana mínima. Como resultado, as mudanças climáticas foram projetadas até 2050 usando um software para ter um resultado mais realista possível.

Com tudo isso feito, foi visto que ainda existe 1,8 bilhão de hectares de terra em nosso planeta que conseguiriam ser transformados em florestas porque ainda há uma atividade humana baixa. De acordo com os pesquisadores, mais da metade desses lugares onde o reflorestamento pode ser feito está em alguns poucos lugares. São eles:

  • Rússia, com 151 milhões de hectares
  • Estados Unidos, com 103 milhões;
  • Canadá tendo 78 milhões;
  • Austrália, com 58 milhões;
  • Brasil tendo disponíveis 50 milhões;
  • China em último lugar com 40 milhões de hectares.

Fonte: Canaltech, G1

Imagens: Twitter, Socientifica, Marca ambiental

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