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Cientistas querem explorar oceano usando águas-vivas ciborgues

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O nosso planeta esconde segredos que nem mesmo os maiores cientistas conseguiram compreender. Por causa de sua imensidão e tempo de vida, diversas coisas ainda são segredos para nós. Cientistas descobrem, diariamente, diversas coisas. Como por exemplo, novas espécies de animais, plantas e outras coisas. Os arqueólogos buscam objetos perdidos que possam ajudar a decifrar o passado. Com isso, o mundo segue e vez ou outra, grandes notícias chocam todos.

A imensidão dos oceanos abriga um número incontável de criaturas de todos os tipos. Além de fenômenos curiosos. O oceano tem chance de ser uma das partes mais inexploradas e, por isso, surpreendentes do planeta terra.

Acredita-se que os oceanos tenham uma profundidade média quatro mil metros. O que é um dos motivos de o ser humano ainda não conhecer todas as partes desse lugar. Além de serem comuns as recorrentes descobertas de novas espécies de animais que habitam os oceanos. E, inclusive, a redescoberta de animais pré-históricos até então considerados extintos.

A exploração do oceano e formas como ela pode ser feita é sempre um ponto considerado pelos pesquisadores. Tanto que, a equipe de cientistas de Stanford e Caltech colocaram um microeletrônico de baixa potência na parte de baixo das águas-vivas para criarem robôs bio-híbridos. Eles nadam três vezes mais rápido que as águas-vivas normais.

Objetivo

Com isso, os cientistas querem permitir que um dia essas água-vivas ciborgues, que estão equipadas com os sensores, consigam explorar as profundezas do oceano de todo o planeta. E com isso, eles não ficarão dependentes de pesados submarinos, que muitas vezes se provam ineficientes, para fazer esse trabalho.

Em um teste, os cientistas conseguiram usar solavancos elétricos de controladores microeletrônicos para conseguir fazer com que as águas-vivas nadassem não somente mais rápido, mas também com uma eficiência maior. Isso, de acordo com um artigo publicado no Science Advances.

“Mostramos que elas são capazes de se mover muito mais rápido do que normalmente, sem um custo indevido em seu metabolismo”, disse Nicole Xu, a coautora e candidata a PhD, em bioengenharia.

“Isso revela que as águas-vivas possuem uma capacidade inexplorada para nadar mais rápido e mais eficiente. Elas simplesmente não têm um motivo para fazê-lo”, continuou.

De acordo com o estudo, o design é bastante simples. E os eletrônicos usam ordens de magnitude, com menos energia externa por massa do que os outros robôs aquáticos.

Robôs

Essas águas-vivas ciborgues podem revolucionar a forma como se explora os mistérios dos oceanos do planeta. Para isso acontecer, os pesquisadores estão tentando levar esse projeto para um passo adiante. Eles adicionarão controles usando apenas algumas modificações na microeletrônica.

“Se pudermos encontrar uma maneira de direcionar essas águas-vivas e também equipá-las com sensores para rastrear coisas como temperatura do oceano, salinidade, níveis de oxigênio e assim por diante, poderíamos criar uma rede oceânica verdadeiramente global em que cada um dos robôs de água-viva custa alguns dólares para instrumentar e se alimentar de presas já existentes no oceano”, disse John Dabiri, o principal autor e engenheiro mecânico da Caltech.

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