cientistas rastreiam origem da partícula Amaterasu, chamada de deusa do Sol, usando simulações e dados cósmicos

Cientistas rastreiam origem da partícula “deusa do Sol” e apontam galáxia próxima

Partícula “deusa do Sol” desafia cientistas

Em 2021, uma das partículas mais energéticas já registradas na Terra chamou a atenção da comunidade científica. Trata-se da Amaterasu, apelidada de “deusa do Sol”, em referência à mitologia japonesa.

cientistas rastreiam origem da partícula Amaterasu, chamada de deusa do Sol, usando simulações e dados cósmicos

(Imagem: Osaka Metropolitan University/L-INSIGHT, Kyoto University/Ryuunosuke Takeshige)

Desde então, pesquisadores tentam entender sua origem. Afinal, sua energia é tão extrema que supera em milhões de vezes a capacidade do maior acelerador de partículas já construído pela humanidade.

Inicialmente, muitos cientistas acreditavam que a partícula poderia ter vindo de uma região praticamente vazia do espaço, conhecida como Local Void. Porém, análises mais recentes começaram a apontar em outra direção.

Nova técnica muda o rumo da investigação

Para aprofundar a busca, pesquisadores do Instituto Max Planck de Física, na Alemanha, aplicaram um método estatístico avançado chamado Approximate Bayesian Computation. Com essa técnica, eles simularam possíveis trajetórias da partícula através do espaço. Dessa forma, conseguiram mapear regiões com maior probabilidade de serem a origem do fenômeno.

Além disso, os cientistas cruzaram dados observacionais com modelos tridimensionais do Universo próximo. Como resultado, a hipótese do “vazio cósmico” perdeu força. Em vez disso, os cálculos passaram a indicar galáxias ativas e ricas em formação estelar como candidatas mais plausíveis.

Galáxia M82 entra no radar

Entre as possíveis fontes, destacou-se a galáxia M82, também conhecida como galáxia do Charuto. Isso porque ela apresenta intensa atividade estelar, com explosões frequentes de supernovas e campos magnéticos extremamente turbulentos. Assim, ambientes como esse podem acelerar partículas a níveis impressionantes de energia.

Portanto, se a Amaterasu realmente se originou em M82 ou em outra galáxia semelhante, isso reforça a ideia de que regiões de alta atividade cósmica funcionam como verdadeiros “aceleradores naturais” no Universo.

Por que essa descoberta é importante

Compreender a origem dessa partícula é essencial, pois ajuda a esclarecer como o Universo produz raios cósmicos ultrapotentes. Além disso, esse tipo de pesquisa amplia o conhecimento sobre fenômenos extremos que ocorrem a milhões de anos-luz da Terra.

Ao mesmo tempo, cada nova simulação reduz as incertezas e aprimora os modelos científicos. Contudo, o mistério ainda não foi totalmente resolvido. Ainda serão necessárias mais observações e estudos complementares para confirmar definitivamente a fonte da Amaterasu.

Um enigma que continua

Embora os avanços sejam significativos, a astrofísica ainda enfrenta grandes desafios para explicar completamente esses eventos. Ainda assim, cada passo dado nessa investigação contribui para um entendimento mais profundo do cosmos.

Assim, a busca pela origem da partícula “deusa do Sol” segue ativa. E, à medida que novas tecnologias e métodos surgem, as chances de solucionar esse enigma cósmico aumentam consideravelmente.

Fonte: Olhar Digital

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