Curiosidades

Coleção única de obras de arte romana será exibida em Roma

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Obras de arte antigas podem ser encontradas em todas as partes de Roma, a capital da Itália – menos uma das coleções mais importantes do mundo, a qual, segundo a CBS News, ficou escondida por décadas.

“Em breve, teremos mais de 600 obras de arte romana sendo exibidas ao público”, disse o arqueólogo Darius Arya ao correspondente da CBS News, Seth Doane, no Museu Capitolino de Roma. “Muitas destas obras parecem ter saído de livros didáticos. Quero dizer, essas são verdadeiras obras que encontramos sendo representadas nos livros de história quando estamos estudando”.

De acordo com Doane, essa é a primeira vez, em cerca de 70 anos, que peças únicas e jamais vistas serão colocadas em exibição.

A rara coleção de obras de arte

Por ser uma coleção de obras de arte raras, o conjunto de peças foi classificado como a maior coleção particular da Roma Antiga. As obras, que, como dissemos, estão sob os cuidados do Museu Capitolino de Roma, pertencem a uma das famílias aristocráticas mais poderosas de Roma, os Torlonias, que, durante gerações, gastaram parte da fortuna adquirindo peças de arte.

A coleção, basicamente, envolve bustos de todos os imperadores, sarcófagos e outros objetos em relevos, bem como mármores gregos e romanos antigos – apenas uma fração das 620 peças que fazem parte do patrimônio da família nobre.

Como são objetos únicos, os Torlonias nunca revelaram nenhum deles – a não ser aos mais próximos. “É muito complicado dizer ao certo porque a família manteve em segredo esta incrível coleção. Um dos motivos é por serem raras. Mas, obviamente, há outras questões envolvidas”, explica Arya.

“Mesmo diante de todas as questões, as quais não cabe aqui pontuar, conseguimos fechar um acordo com a família. Demorou, mas conseguimos. E, com isso, agora, vamos expô-las”.

Acordo

Ao longo dos anos, o estado italiano tentou persuadir os Torlonias a vender ou a expor as obras. Como os planos para criar um museu falharam repetidamente, muitas das obras – grande parte estátuas – ficaram trancadas em Roma.

O local onde as peças estão não foi revelado por questão de segurança. Até o momento, somente o arqueólogo Salvatore Settis, o curador da exposição, e profissionais especializados têm acesso às obras.

O único registro em relação à coleção única de artefatos da Roma Antiga que pertence à família ao qual o público teve acesso foi divulgado em 1880, pelo príncipe Alessandro Torlonia. A divulgação, na época, causou burburinho, afinal, era algo bastante incomum no século XIX apresentar à sociedade um catálogo de arte.

No documento, é possível ver como cada peça foi registrada e numerada. “É incrível estar cercado por tudo isso”, revela o curador. “Afinal, cada uma dessas peças têm uma história diferente”.

A coleção, além de trazer à tona uma série de informações históricas, revela também como a família Torlonia adquiriu as peças. De acordo com o curador do museu, algumas foram por meio da compra em antigas feiras repletas de arte e, em outros momentos, por meio de escavações arqueológicas nas propriedades dos Torlonias, as quais foram financiadas pela própria família.

Para o curador, as pessoas, com a exposição, viverão uma experiência única. “Muitos admiradores da arte devem viajar para a Europa quando esse registro histórico notável de nossa história for finalmente compartilhado”, ressalta o curador.

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