
O 3I/ATLAS, também chamado C/2025 N1 (ATLAS), é um cometa interestelar descoberto em 1 de julho de 2025 pelo sistema ATLAS, no Chile. Ele não pertence originalmente ao Sistema Solar; veio de fora dele, e está passando por aqui em trajetória hiperbólica.
Em fotografias tiradas durante um eclipse lunar total, a chamada “lua de sangue”, astrônomos capturaram imagens do cometa em céu escuro, mostrando uma coma (a nuvem de gás e poeira ao redor do núcleo) com uma tonalidade esverdeada. Estes registros foram feitos pelos astrofotógrafos Michael Jäger e Gerald Rhemann.
A cor verde em cometas geralmente indica presença de gases voláteis, especialmente moléculas como carbono diatômico (C2) ou outros compostos de carbono e gás que brilham quando ionizados ou excitados pela radiação solar. À medida que o cometa se aproxima do Sol, o calor faz com que gelo no núcleo sublime, liberando esses gases. Se um desses gases for visível no espectro, pode dar essa coloração verde à coma.
Um estudo recente de fotometria feito pela rede ATLAS observou que o cometa mudou sua cor de “mais avermelhada” para algo mais próximo do tom do Sol, em certas bandas de luz (espectro visível). Essa transição coincide com o aparecimento de uma cauda mais pronunciada, à medida que mais poeira e gás são liberados.
Ainda há incertezas. As imagens reportadas são sugestivas, mas não há consenso generalizado entre todas as observações ou entre todos os telescópios. Alguns astrônomos alertam que condições de registro, como luz ambiental, equipamento, filtros usados ou até mesmo o contraste durante o eclipse lunar, podem influenciar a percepção da cor. Ou seja: verde pode sim, mas não está 100% verificado ainda.
O cometa está ficando mais ativo à medida que se aproxima do Sol. Ele deve atingir o periélio (ponto mais próximo do Sol) em 29 de outubro de 2025, a uma distância de cerca de 1,36-1,4 unidades astronômicas. Isso significa que ele ainda vai se aquecer mais, liberar mais gases e poeira, o que pode reforçar essa coloração verde ou tornar a cauda mais visível.
Observar essa mudança ajuda os cientistas a entender a composição do cometa, que tipos de gelo ele tem, qual é a quantidade de metais ou poeira, como responde ao calor do Sol. Como ele é interestelar, traz pistas de como compostos se formam fora do nosso Sistema Solar. A cor pode indicar quais gases são mais abundantes, e isso enriquece o conhecimento sobre cometas que vêm de além da Via Láctea.
Fonte: Aventuras na História






