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Como era evitado o mau cheiro das cidades no passado?

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O mundo está em constante evolução. Isso quer dizer que tudo o que vemos hoje era totalmente diferente no passado. Em livros, documentos, fotografias ou vídeos do passado, podemos ver o quanto as coisas mudaram com o passar dos anos. Na Idade Média, por exemplo, as pessoas costumam se vestir de outra maneira, usavam os cabelos diferentes do que usam hoje e até mesmo os hábitos de limpeza eram outros. Antes da popularização dos programas de saneamento básico no mundo, as cidades costumavam ser bastante sujas e cheiravam muito mal. Era preciso usar algumas artimanhas para contornar essa situação e conseguir encarar as ruas.

Já pensou viver em uma sociedade onde as pessoas costumam espalhar lixo por aí e, pior ainda, onde os esgotos não têm qualquer tipo de estrutura? Era essa a realidade do mundo antigamente. E foi pensando um pouco melhor sobre o assunto, que decidimos trazer essa matéria para você, caro leitor. A redação da Fatos Desconhecidos buscou mais detalhes sobre como o mundo lidava com a sujeira nas cidades  no passado. Confira conosco a seguir e surpreenda-se. Sem mais delongas, vamos lá.

Como evitavam o mau cheiro das cidades no passado

Antes que conhecessem a teoria dos germes, nossos ancestrais acreditavam que o mau cheiro não era apenas o sintoma de uma doença, mas também a causa dela. Por séculos, eles se dedicaram às fragrâncias doces com o objetivo de se manterem saudáveis. Durante a Idade Média, os homens instruídos lutavam para descobrir porque a peste negra estava matando centenas de milhares de pessoas na Europa e Oriente Médio.

Naturalmente, eles usaram os sintomas da peste como pistas para a sua causa, assim inventaram uma teoria de que essa peste era causada pelo ar impuro. Diversas pessoas acreditavam, inclusive, que a neblina era mágica e que nela havia maior chance de ficar doente. Se a neblina ficasse sobre a cidade, era pior. Os médicos da peste foram contratados por cidades no século XIV. Eles tratavam vítimas ricas e pobres da peste bubônica e usavam máscaras cheias de ervas e flores aromáticas. Isso para conter o mau cheiro das cidades. Os curandeiros geralmente não eram médicos treinados. Eles então praticavam a sangria e raramente curavam uma pessoa.

Ruas lotadas e sujas

A rápida industrialização e o crescimento na Inglaterra levaram as ruas da cidade a ficarem extremamente lotadas e sujas. Era um terreno perfeito para doenças infecciosas. No verão de 1858, em Londres, o ar quente próximo ao rio Tâmisa fazia com que o cheiro ficasse extremamente desagradável. Era de efluentes industriais não tratados. Com o passar dos anos, o sistema de esgoto começou a despejar os ruídos nesse rio, o que aumentou o surto de cólera e provocou o que chamavam de “O Grande Fedor”.

Neste mesmo período, também existiam sacos, vasos e recipientes com ervas aromáticas, óleos e outras formas antigas de aromaterapia. Os acessórios eram usados apenas por pessoas ricas, que colocavam no rosto para evitar o mau cheiro. Essas bolsas ainda poderiam conter fragrâncias e, geralmente, eram penduradas em correntes ao redor do corpo. Diversas pessoas até recorriam para as esponjas, onde encharcavam de vinagre para aliviar o terrível fedor das cidades. O vinagre supostamente impedia as pessoas de desmaiar por causa do odor.

Incenso, noz-moscada, mirra, zimbro e enxofre também eram usados na luta conta o fedor. Os profissionais da saúde trabalhavam muito para que os hospitais ficassem sempre limpos e cheirosos, preservando o “ar puro”. Cientistas e pesquisadores só compreenderam que o fedor não era o causador de doenças depois que surgiu a teoria dos germes, graças a Girolamo Fracastoro, em 1546. Após isso, o conhecimento avançou graças às ações de Louis Pasteur e Robert Koch.

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