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Como era uma padaria de 2 mil anos atrás?

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Um dos desastres naturais mais conhecidos da história é a erupção do vulcão Vesúvio. A erupção aconteceu no dia 24 de agosto de 79 d.C., fazendo com que a lava vulcânica, a poeira e uma fumaça tóxica cobrissem toda cidade de Pompeia. A cidade romana ficava localizada na região de Nápoles, no sul da Itália. Além dela, as cidades vizinhas de Herculano e Stabia também foram atingidas pela erupção.

Depois desse desastre, a cidade foi soterrada e esquecida. Até o seu redescobrimento, feito por arqueólogos em meados do século XVIII. Com escavações arqueológicas feitas na região, foram revelados vários segredos dessa cidade extremamente interessante.

Uma dessas coisas, descoberta por arqueólogos especialistas, foi um lugar bastante perturbador. Eles encontraram uma prisão-padaria onde os trabalhadores escravizados eram obrigados a produzirem pão.

Descoberta

Revista Fórum

Quem fez essa descoberta foram os pesquisadores do Parque Arqueológico de Pompeia na Região IX, Insula 10, em Pompeia. Segundo eles, o espaço descoberto era apertado e com janelas altas protegidas por barras de ferro. Nele, moravam humanos e burros juntos, o que evidenciava ainda mais a crueldade.

Na área de produção de pão não tinham portas e nem uma comunicação externa. O local tinha somente uma saída para o átrio da casa, o que limitava o movimento das pessoas que estavam lá.

No estábulo tinha uma moenda, que era carregada pelos animais para que a farinha de trigo fosse feita. E era ela que servia como alimento para a classe alta da residência.

Escravos

Revista Fórum

De acordo com Gabriel Zuchtriegel, diretor do Parque Arqueológico de Pompeia, esse era um espaço que limitava o movimento das pessoas que tinham um status de serventia. Isso mostra como a escravidão antiga era uma coisa extremamente dura.

Nesse local era produzido pão e refinava o trigo e a farinha necessária para transformar o cereal em farinha. “É, em outras palavras, um espaço no qual temos que imaginar a presença de pessoas de status servil cuja liberdade de movimento o proprietário sentiu a necessidade de restringir”, afirmou Zuchtriegel.

“É o lado mais chocante da escravidão antiga, aquele desprovido de relacionamentos confiáveis e promessas de manumissão, onde fomos reduzidos à violência bruta, uma impressão que é totalmente confirmada pela proteção das poucas janelas com barras de ferro”, completou.

Recentemente, três vítimas foram descobertas em um quarto e isso deu a entender que a propriedade ainda tinha pessoas nela na época em que o vulcão entrou em erupção.

Pompeia

A erupção do Monte Vesúvio, até os dias de hoje, fascina estudiosos. E por esse fascínio, pesquisas e estudos ainda são feitos na região e são capazes de revelar coisas inéditas, como por exemplo, esse alojamento extremamente preservado que era habitado por escravos.

Nesse pequeno alojamento de 16 metros quadrados existem três camas, uma das quais teria sido de uma criança, um penico que teria sido usado como banheiro, uma arca de madeira com arreios de cavalo e uma única janela pequena. Além disso, também foi encontrada uma haste de carruagem. O que sugeria que os escravos também usavam o quarto como um espaço de trabalho para consertar o veículo do seu mestre.

De acordo com os arqueólogos, essa preservação incrível é por conta da erupção do Monte Vesúvio em 79 d.C. O diretor-geral do parque arqueológico de Pompeia, Gabriel Zuchtriegel, disse que a descoberta é “uma janela para a realidade precária de pessoas que raramente aparecem em fontes históricas”.

“A descoberta foi excepcional. E é certamente uma das descobertas mais emocionantes durante minha vida como arqueólogo. O verdadeiro tesouro aqui é a experiência humana, neste caso dos membros mais vulneráveis ​​da sociedade antiga, para a qual esta sala é um testemunho único”, continuou.

A villa Civita Giuliana fica fora das muralhas da cidade de Pompeia e foi escavada, pela primeira vez, em 2017. Desde então, descobriram-se várias coisas impressionantes, como por exemplo uma carruagem cerimonial e um estábulo.

Em novembro de 2020, a equipe do Parque Arqueológico de Pompeia usou os restos de vida humana da villa e conseguiu criar réplicas de moldes de gesso de duas pessoas que morreram por conta da erupção do vulcão.

Na expedição foram encontrados dois corpos que se acredita ser de mestre e escravo. Os corpos estavam deitados juntos em uma câmara subterrânea de uma villa em Civita Giuliana.

Fonte: Revista Fórum, Science alert

Imagens: Revista Fórum, YouTube

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