Como o “novo dólar” chinês está reformulando o equilíbrio econômico mundial

A moeda chinesa, o yuan (renminbi), se destaca cada vez mais como uma alternativa estratégica ao dólar, provocando uma maior transformação no sistema financeiro global desde a Segunda Guerra Mundial.

Da irrevelância de 20 anos atrás, o yuan agora aparece com força em transações bilaterais e nas reservas de diversos países, sinalizando o início de um novo capítulo geopolítico.

O “novo dólar” chinês

Segundos dados da SWIFT, os pagamentos internacionais em yuan chegaram a mais de 5% em 2024. Portanto, um avanço considerável frente aos apenas 2% registrados 4 anos antes, embora ainda distante do domínio de 46% do dólar.

Ademais, um setor especialmente notável é o de energia:

  • Contratos de gás natural liquefeito e petróleo com Rússia, Irã e Arábia Saudita já começaram a ser liquidados parcialmente em yuan.

Além disso, transações envolvendo minérios estratégicos, como lítio, cobre e cobalto em países da África e América Latina também têm adotado o yuan como moeda principal.

No âmbito geopolítico, a expansão da moeda chinesa desafia diretamente o sistema financeiro liderado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e rompendo décadas de primazia norte-americana.

A crescente aceitação do yuan abre espaço para alternativas ao dólar tanto em pagamentos quanto em linhas de crédito internacionais.

Para o presidente do Banco Central da China, Pan Gongsheng, o mundo está caminhando rumo a um sistema monetário multipolar, em que a dependência do dólar será reduzida. 

Além disso, destacou o avanço do renminbi como a segunda maior moeda de financiamento  de comércio e terceira em volume de uso em pagamentos globais.

Ademais, a China segue expadindo essa influência por meio do sistema financeiro digital, com:

  • Iniciativas como o CBDC (moeda digital do banco central);
  • Através da integração do yuan em infraestruturas como o CIPS (sistema de pagamentos interbancário transfronteiriços), que facilita transações diretas em sua moeda.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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