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Como seria a vida se não existisse mais natureza

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Em sentido mais amplo, a natureza equivale tanto ao mundo animal quanto vegetal, mesmo em partes já modificadas pelo homem em geral. A palavra também se refere ao domínio geral de diversos seres vivos, como por exemplo, plantas e animais, e em alguns casos com objetos inanimados. Além disso, ela funciona como um “cordão umbilical” metafórico que conecta a sobrevivência humana e a biosfera.

No entanto, se a degradação ambiental continuar severa como está, o caminho mais plausível é o que os seres humanos, por necessidade, se desvinculam de uma biosfera que deixa de funcionar.

Mas o que as pessoas parecem estar se esquecendo é do papel importantíssimo da natureza para nossas vidas. Existem vários perigos e consequências em cortar esse cordão umbilical entre os seres humanos e a biosfera. E se as pessoas quiserem evitar os piores cenários sem natureza, o que pode ser feito a respeito?

Sem natureza

BBC

Com um colapso quase iminente dos sistemas naturais da Terra, falar sobre um mundo sem natureza não é mais um assunto de ficção científica. Tanto é que os cientistas começaram a inventar maneiras de sintetizar “serviços ecossistêmicos”, como por exemplo, a polinização ou outros processos naturais que beneficiam a sociedade humana.

Em lugares como o Vale do Silício, tecnólogos e bilionários falam da necessidade de abandonar completamente a Terra e já estão dando os primeiros passos para desenvolver naves espaciais com destino a Marte.

Por mais que as pessoas não se distanciem tanto assim da natureza, um futuro tecnologicamente adaptado é mais aceitável, ou quase que necessário para atender as condições do futuro.

Até porque, a tecnologia pode ser a única forma de escapar dos futuros desastres.

E mesmo que as pessoas não gostem de passar tempo na natureza, e que a humanidade encontre uma forma de não depender dela para sobreviver, como por exemplo, criando sistemas artificiais que nos sustentariam em um estado dissociado, promover o equilíbrio entre tecnologia e natureza vai de encontro com valores humanos de longa data em muitas sociedades.

Possibilidades

BBC

Nesse ponto, um futuro melhor para a Terra pode fazer com que os seres humanos fiquem mais perto de serem “alquimistas” e até criem áreas de “alta modernidade”, mas neutralizando sua criação com seu oposto natural, deixando áreas abandonadas para regenerar.

Na visão do sociobiólogo E. O. Wilson, metade do planeta tinha que ser renaturalizado. Ele classificou isso como essencial para a sobrevivência humana. Mas essa divisão exatamente na metade parece uma coisa difícil de acontecer.

Porém, ainda assim pode ser possível ter um equilíbrio entre toda a existência material da humanidade, com inteligência artificial, arranha-céus, automóveis, concreto, computação, economia, arte, agricultura intensiva, e a natureza. Mas claro que isso só será possível se a natureza for aumentada tanto em qualidade como em quantidade.

Então, para que nosso planeta não seja irreversivelmente degradado e desequilibrado é preciso de uma força oposta e de igual intensidade na direção de repor a complexidade natural.

Degradação

natureza

GNR ambiental

Como dito, um futuro sem natureza não é mais uma coisa despótica de se pensar. Tanto que, segundo um estudo recente, publicado na revista Nature, nós estamos vivendo a maior degradação da natureza desde a extinção dos dinossauros.

“Esse quadro é desastroso tanto para a natureza quanto para a gente, porque a humanidade é completamente dependente do sistema de suporte da biosfera do planeta e das múltiplas contribuições que a natureza provê, desde polinização até um clima que evita deslizamentos, pragas, pandemias”, afirmou Bernardo Strassburg, pesquisador da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Para Bernardo, que também é diretor-executivo do Instituto Internacional para a sustentabilidade, o atual cenário no qual estamos inseridos é verdadeiramente preocupante. Isso porque estamos presenciando um nível de degradação nunca antes visto.

Fonte: BBC,

Imagens: BBC, GNR ambiental

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