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Confira as fotos que foram premiadas na segunda edição do projeto Leica

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Meninas, que durante anos foram proibidas de entrar na água por conta da conservadora cultura muçulmana, aprendendo a nadar na costa de Zanzibar. A descrição exalta apenas uma das muitas fotografias que foram recentemente premiadas na segunda edição do projeto Leica – uma ação voltada especificamente à mulheres, como, por exemplo, Anna Boyiazis, a profissional que documentou as aulas de natação das meninas que acabamos de citar ao abrir a matéria.

“Foi fenomenal ver suas expressões faciais e linguagem corporal mudarem. Foi sensacional ver as meninas sentindo medo no início e depois se entregarem a trepidação absoluta”, disse a fotógrafa Anna Boyiazis em entrevista ao portal de notícias NPR.

“Essas artistas se engajaram de maneira respeitosa com as comunidades que estavam documentando. Essas artistas enalteceram pessoas desconhecidas por meio de seus registros”, disse Elizabeth Krist, jurada do concurso e ex-editora de fotos da National Geographic.

Diante dos resplendor que emanou dos projetos das fotógrafas que foram contempladas no projeto Leica, decidimos selecionar aqui três trabalhos para ilustrar nossa matéria e, com isso, prestar uma singela homenagem à Matika Wilbur, Karen Zusman e Anna Boyiazis, fotógrafas, mulheres e artistas que expuseram suas intenções por meio de registros únicos e envolventes.

Encontrando liberdade na água

Quando Boyiazis visitou Zanzibar pela primeira vez, muitos anos antes de começar o seu mais novo projeto, a população local foi incisiva: “garotas não nadam”. Anos depois, Boyiazis soube por um colega jornalista que uma organização sem fins lucrativos – chamada The Panje Project – estava prestes a ensinar as crianças a nadarem para impedir a crescente taxa de mortes por afogamentos.

Como a organização iria promover uma revolução cultural com as aulas, as quais quebrariam o tabu de que “meninas não nadam” fornecendo burkinis – um maiô que cobre todo o corpo, exceto rosto, mãos e pés -, Boyiazis se prontificou a registrar o momento. A compilação de registros da fotógrafa – Finding Freedom in the Water – acabou sendo contemplada pela segunda edição do projeto Leica.

“Foi gratificante fotografar um grupo de instrutoras de natação que estão apoiando uma mudança positiva para mulheres e as meninas do arquipélago”, disse Boyiazis.

The super power of me

Durante o verão de 2020, Karen Zusman caminhou ao lado de um grupo de ciclistas durante as manifestações ocasionadas pelo movimento Black Lives Matter, para fotografar as reações dos presentes. Quando o grupo parou em Brighton Beach, Nova York, a fotógrafa teve a incrível ideia de transformar a paisagem em pano de fundo para um projeto colaborativo.

Zusman, naquele dia, decidiu que, além de fotografar crianças negras, iria ministrar uma oficina de poesia (Zusman tem um mestrado em poesia), onde ensinaria as crianças a escreverem poemas que posteriormente se transformariam em legendas para os registros.

A ideia deu certo e o projeto foi um sucesso. “A ideia era dar às crianças a chance de se expressarem e tornar o trabalho mais colaborativo. Tudo funcionou muito bem, foi revigorante”, diz Zusman. “Eles me ensinaram a sorrir mais. A confiar mais em mim mesma. Eles me ajudaram a ir em frente. Eles me ajudaram a entender meus próprios poderes”.

Projeto 562

Matika Wilbur, uma contadora de histórias e educadora primária licenciada dos povos Swinomish e Tulalip – costa de Washington – passou uma década viajando para estabelecer contato com 400 nações tribais.

Por meio de sua pesquisa como fotógrafa e educadora, Wilbur descobriu que muitos padrões da história do estado falham ao retratar os nativos americanos pós-1900 – um descuido que, para a profissional, é altamente prejudicial para a juventude americana.

Com o intuito de retratar a real beleza destas comunidades nativas contemporâneas, cujas histórias sao banhadas pela “pornografia da pobreza”, Wilbur cirou o Projeto 562. A pesquisa consistia em fotografar as mais de 562 tribos reconhecidas pelo governo federal nos Estados Unidos para ajudar a inspirar os povos nativos e neutralizar estereótipos problemáticos.

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