Pesquisadores confirmaram uma descoberta importante no interior do Piauí: uma cratera gigantesca formada por um antigo impacto de meteoro. A estrutura chamou atenção da comunidade científica e colocou o Brasil em destaque nos estudos de geologia planetária.
Imagem do satélite Sentinel-2 combinada com uma imagem do relevo da cratera de São Miguel do Tapuio do satélite TanDEM-X (à esquerda) e foto do Centro de São Miguel do Tapuio — Foto: g1/Reprodução
O local fica no município de São Miguel do Tapuio e apresenta cerca de 21 quilômetros de diâmetro. Além disso, os cientistas concluíram que a formação surgiu após a colisão de um grande asteroide com a Terra há milhões de anos.
A equipe responsável pelo estudo analisou imagens de satélite e realizou pesquisas em campo. Com isso, os pesquisadores identificaram um formato circular bem definido e alterações nas rochas que indicam impacto de alta energia.
Além disso, o estudo encontrou sinais típicos de choques extremos no quartzo, algo que só acontece sob pressão intensa. Dessa forma, os cientistas descartaram origem vulcânica e confirmaram o impacto de um corpo celeste.
Os pesquisadores também compararam a estrutura com outras crateras conhecidas da América do Sul. Assim, o local passou a ser considerado a segunda maior cratera da região, atrás apenas do Domo de Araguainha.
Os cientistas cruzaram dados de satélite com análises geológicas detalhadas. Em seguida, eles identificaram padrões consistentes com impactos meteoríticos.
Além disso, as amostras coletadas apresentaram estruturas de choque, o que reforçou a hipótese do impacto. Por isso, a equipe confirmou a origem extraterrestre da formação.
Embora a confirmação da origem tenha ocorrido, os pesquisadores ainda não determinaram a idade exata da cratera. No entanto, estimativas indicam que o impacto aconteceu entre 159 milhões e 267 milhões de anos atrás.
A descoberta ajuda cientistas a compreender melhor a frequência de colisões de asteroides com a Terra. Além disso, ela contribui para pesquisas sobre a evolução geológica do planeta.
Por outro lado, o estudo também fortalece o monitoramento de possíveis ameaças espaciais futuras. Assim, os pesquisadores conseguem melhorar modelos de prevenção contra impactos cósmicos.
Fonte: g1





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