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Daniel Alves diz na primeira entrevista sobre acusação de estupro que “perdoa” a vítima

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O nome de Daniel Alves tem sido muito comentado, mas não por sua habilidade no futebol, e sim por causa do caso de um suposto estupro cometido por ele a uma jovem em uma boate no final de 2022. Por conta disso, desde o dia 20 de janeiro ele está preso na Espanha, aguardando o julgamento do seu caso.

Os advogados do jogador tentam com que ele espere o seu julgamento em liberdade. Contudo, eles não têm obtido sucesso. Tanto é que a defesa de Daniel Alves teve mais um pedido de recurso negado pela Justiça espanhola e ele continua preso em Barcelona. Esse foi o terceiro pedido feito negado. Segundo a defesa do atleta, não existe risco de que ele fuja e os filhos do jogador estão se mudando para a Espanha. Mesmo assim, na visão da Justiça, o risco de fuga existe e as provas são suficientes para mantê-lo na prisão. Além disso, para a Justiça catalã, nenhuma medida cautelar pode “neutralizar com suficiente garantia” o risco de fuga de Daniel Alves.
Até o momento, o lateral-direito tinha se manifestado sobre o caso somente em seus depoimentos. Contudo, agora ele falou sobre o caso em um entrevista.

Entrevista de Daniel Alves

No ataque

“Resolvi dar esta entrevista, a minha primeira desde que estou aqui, para que as pessoas saibam o que penso. Que conheçam a história pelo que vivi naquela manhã naquele banheiro. Até agora, uma história muito assustadora de medo e terror foi contada, que não tem nada a ver com o que aconteceu, nem com o que eu fiz. Tudo o que aconteceu e não aconteceu lá dentro só ela e eu sabemos”, explicou o jogador à jornalista Mayka Navarro.
Durante a entrevista, Daniel Alves contou sua versão a respeito do contato com a suposta vítima. “Quando a mulher com quem tenho um problema sai do banheiro atrás de mim, fico um pouco na minha mesa. Ao sair, soube pelas imagens que passei perto de onde a mulher estava chorando. Eu não a vi. Se a tivesse visto chorar, eu teria parado para perguntar o que estava acontecendo. Naquele momento, se algum responsável pela discoteca me pedisse para esperar porque a jovem alegava que eu a teria agredido sexualmente, não iria para casa. Na mesma noite, apareceria em uma delegacia para esclarecer”, disse ele.
Com suas declarações, após seis meses do ocorrido, Daniel Alves se coloca no papel de vítima. “Eu a perdoo. Ainda não sei porque ela (a suposta vítima) fez tudo isso, mas a perdoo. E queria pedir desculpa à única pessoa a quem tenho que pedir desculpa, que é a minha mulher, Joana Sanz. A mulher com quem me casei há oito anos, ainda sou casado e espero viver com ela por toda a minha vida”, afirmou.

Controvérsias

UOL

Como dito, o atleta tinha se pronunciado à respeito do caso apenas nos depoimentos dados à Justiça. O jogador prestou dois depoimentos para Justiça. O primeiro foi no dia 20 de janeiro, e o segundo no dia 17 de abril. Nesses dois, ele se contradisse cinco vezes a respeito da presença do sêmen no banheiro onde aconteceu o ato sexual com a jovem de 23 anos.

De acordo com os depoimentos conseguidos pela UOL, no primeiro, quando Daniel Alves foi questionado a respeito do sêmen encontrado no banheiro da boate, ele disse que não sabia do que se tratava.

Nesse mesmo depoimento, no qual o jogador negava ter tido qualquer ato sexual com a jovem, a juíza o questionou se ele tinha ejaculado no local naquela noite. O jogador disse que não se lembrava. Então a juíza perguntou se ele tinha se masturbado no banheiro. Daniel Alves ficou surpreso com a pergunta e a juíza disse que ele poderia não responder.

Com isso, o jogador disse que preferia não responder à pergunta, sendo a única vez no dois depoimentos em que o jogador preferiu não dizer nada.

Durante o primeiro depoimento, a juíza também perguntou ao jogador especificamente a respeito do sêmen que foi encontrado na vagina da jovem. Ela perguntou: “Os exames de DNA mostrarão que o material genético é seu?”. Daniel Alves então respondeu que não.

Depois de alguns minutos, o jogador mudou sua versão e disse que tinha acontecido sexo oral no banheiro enquanto ele “fazia suas necessidades”. A juíza questionou se ele ejaculou e ele disse que sim. A magistrada pediu mais detalhes e Daniel Alves disse que “foi nela, com certeza”. Então a juíza perguntou de novo: “Mas dentro da vagina, ou não?”. E o jogador respondeu de novo: “Não, não”.

No dia do segundo depoimento, Daniel Alves se contradisse novamente. Nesse dia, o jogador deu detalhes a respeito da relação sexual e assumiu, pela primeira vez, que tinha acontecido penetração vaginal. Segundo ele, a jovem estava em cima dele e ele a levantou para ejacular fora da vagina.

Na semana passada, a defesa de Daniel Alves entrou com um novo recurso para prisão provisória. No caso, o advogado Cristóbal Martell alegou que a ex-mulher e os dois filhos de Daniel Alves se mudaram para Barcelona, reforçando assim o vínculo do jogador com a cidade.

Fonte: Correio braziliense, UOL

Imagens: No ataque, UOL

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