
Pesquisadores da Virginia Tech, sob a liderança do professor Jiangtao Cheng, fizeram uma descoberta importante na área de transferência de calor para ter um resfriamento mais eficiente.
Eles conseguiram gerar o efeito Leidenfrost a temperaturas significativamente mais baixas. A equipe utilizou superfícies cobertas com micropilares para reduzir o limite de temperatura necessário para o fenômeno de 230 graus Celsius para 130 graus Celsius.
Este avanço, descrito na revista Nature Physics, tem o potencial de aumentar a eficiência do resfriamento de máquinas industriais e melhorar a segurança dos reatores nucleares.
O efeito Leidenfrost acontece quando as gotas de água ficam na tensão sobre uma camada de vapor, normalmente quando as temperaturas estão acima de 230 graus Celsius.
Esse fenômeno acontece porque o calor intenso cria uma camada de vapor sob a gota, evitando que ela toque diretamente a superfície quente.
Tradicionalmente, isso exige temperaturas muito altas. No entanto, a equipe de Cheng conseguiu antecipar esse efeito a temperaturas bem mais baixas utilizando micropilares de 0,08 milímetros de altura, dispostos em um padrão regular com 0,12 milímetros de distância entre si.
Esses micropilares aumentam a eficiência da transferência de calor, fazendo com que as gotas de água fervam mais rapidamente. Ou seja, tem um resfriamento mais eficiente.

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Nos Estados Unidos, existem mais de 90 reatores nucleares operacionais, responsáveis por fornecer metade da eletricidade de energia limpa do país.
Assim, a descoberta de Cheng pode prevenir desastres, como explosões de vapor, que ocorrem quando bolhas de vapor dentro de um líquido se expandem rapidamente devido ao calor intenso.
Essas explosões são uma ameaça significativa para a segurança dos equipamentos de transferência de calor.
A pesquisa demonstra que a estrutura da superfície dos trocadores de calor pode influenciar o crescimento dessas bolhas, oferecendo insights valiosos para mitigar esses riscos.
Além de aprimorar a segurança nuclear, essa nova tecnologia pode ser aplicada para melhorar a limpeza de superfícies.
Por exemplo, em processos de limpeza por spray ou enxágue, superfícies texturizadas com micropilares removem partículas de impurezas de maneira mais eficiente do que técnicas tradicionais.
As bolhas de vapor geradas desalojam as partículas de impurezas da superfície, suspendendo-as nas gotas de água e permitindo uma limpeza mais eficaz.
Os micropilares não apenas alteram o comportamento do efeito Leidenfrost, mas também oferecem uma nova maneira de controlar a ebulição e a limpeza de superfícies, explicou Cheng. Isso pode evitar danos causados por superaquecimento em máquinas industriais.

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Essa descoberta representa um avanço significativo na engenharia térmica, com potencial para transformar a forma como resfriamos e mantemos equipamentos críticos.
Quando a água ferve, ela remove o calor da superfície de maneira mais eficiente. Em aplicações industriais, como o resfriamento mais eficiente de máquinas, adaptar uma superfície quente com a textura proposta pela equipe permite uma remoção de calor mais rápida, reduzindo o risco de danos por superaquecimento.
A pesquisa aconteceu em colaboração com o Oak Ridge National Laboratory e a Dalian University of Technology. Ambos destacam a importância de ter apoio de empresas internacionais focadas nos avanços tecnológicos.
Juntamente com o primeiro autor e estudante de doutorado Wenge Huang, a equipe de Cheng explorou como a estrutura da superfície influencia o crescimento das bolhas de vapor, fornecendo insights teóricos e práticos valiosos.
Essa descoberta consegue desafiar todos os limites tradicionais que conhecíamos com Leidenfrost até o momento. Além disso, também traz novas possibilidades para a engenharia que estuda superfícies e processos de gestão térmica.
Agora existe a capacidade de um resfriamento mais eficiente de equipamentos, com segurança. Assim, a pesquisa representa um passo importante para a inovação tecnológica e a segurança industrial.
Fonte: Gazeta Brasil






