Curiosidades

Descoberto novo vírus ‘zumbi’ de quase 50 mil anos na Sibéria

0

Quando falamos de vírus, a maior parte das pessoas já os relaciona com coisas negativas. Também não é para menos, ainda mais com o que passamos e ainda estamos vendo com a pandemia do coronavírus. Resumidamente, o que um vírus faz é invadir as células de um ser vivo e usá-las para criar novas cópias de si mesmo. Depois que isso é feito, o processo é repetido.

Geralmente, esse processo é feito durante alguns dias. Ele para quando o sistema imunológico do ser vivo consegue combater esse problema. Contudo, nem sempre isso acontece, podendo evoluir para casos mais sérios com risco de morte.

Por conta disso, a descoberta de um novo tipo de vírus não é uma coisa a ser comemorada. Mas isso não quer dizer que isso não aconteça. Por exemplo, cientistas descobriram na Sibéria um vírus “zumbi” que eles acham que tenha sobrevivido aproximadamente 48.500 anos em um lago da Rússia. Esse vírus congelado tem a idade recorde para infectar de novo um organismo.

Vírus

History of yesterday

Ele foi chamado de Pandoravirus yedoma, fazendo referência à “caixa de pandora”, e ele tem um possível risco para a saúde pública. Seu reaparecimento é o resultado das mudanças climáticas vistas em todo mundo.

Quem fez essa descoberta foi a equipe do Centro Nacional de Pesquisa Científica Francesa, liderada por Jean-Marie Alempic. Eles descobriram o vírus no permafrost siberiano e, de acordo com a equipe, os vírus reanimados podem ser uma grande ameaça para a saúde pública, e o que faz com que eles reapareçam são os efeitos da mudança climática.

“Devido ao aquecimento climático, o descongelamento irreversível do permafrost está liberando matéria orgânica congelada por até um milhão de anos, a maioria dos quais se decompõe em dióxido de carbono e metano, aumentando ainda mais o efeito estufa”, disse Jean-Marie Alempic.

Descoberta

Phenotypebest

Como se esse vírus zumbi não fosse o suficiente, além dele também foram vistos 13 agentes infecciosos. Segundo a equipe, em um estudo de pré-impressão, eles acreditam que esses agentes tenham a presença de outros vírus também com dezenas de milhares de anos.

Depois dessa descoberta, a equipe ainda está estudando e pesquisando qual é o potencial desse vírus congelado encontrado na Rússia. O que eles acreditam é que vários organismos vivos podem ainda ser encontrados. Eles também pontuam que o derretimento do permafrost é a porta de entrada para que outros vírus não descobertos voltem à vida.

Ameaça

Terra

O derretimento do permafrost mostra que nem tudo o que emerge dele está morto. Por exemplo, o vírus da gripe espanhola é somente um dos milhões que estão escondidos no gelo do permafrost. Vide esse novo vírus que foi descoberto agora pelos cientistas.

Além dele, vários outros já foram encontrados. Um deles foi em 2005, no Alasca. Nesse ano, a NASA descobriu a bactéria Carnobacterium pleistocenium. Ela é do período geológico do Pleistoceno, que aconteceu há 32 mil anos. A bactéria é tão antiga que estava presente em animais que, hoje em dia nós apenas imaginamos como tenham sido, como por exemplo, os mamutes lanudos.

Mas essa ameaça escondida não está apenas na Sibéria. Os vírus antigos também estão no subsolo do gelo de outros lugares do planeta. O pior de tudo é que, atualmente, eles são um perigo maior do que eram no passado. E seu ressurgimento pode acontecer mais rápido do que se imagina, já que a temperatura da superfície do permafrost aumentou em cerca de 2 a 4° C entre 1900 e 1980.

Como se isso não bastasse, todos os anos, o permafrost também libera toneladas de gás carbônico que estava preso nele. E junto com esse gás também podem ser liberadas doenças do passado que não fazemos ideia como combater no presente.

Todas essas descobertas e pesquisas mostram que o derretimento do gelo pode trazer de volta ameaças do passado. E cada vez mais essas ameaças podem aumentar, já que medidas para diminuir as mudanças climáticas parecem não terem muito efeito.

Fonte: UOL, Superinteressante

Imagens: History of yesterday, Phenotypebest, Terra

Veja quanto Casimiro ganhou no YouTube com transmissão da Copa

Artigo anterior

Designer usa inteligência artificial para fazer releitura do quimono japonês

Próximo artigo