
Em 1929, o astrônomo Edwin Hubble encontrou evidências de que o universo estava se expandindo. Na década de 1990, dados do telescópio Hubble mostraram que essa expansão acontecia de maneira acelerada. Sabendo disso, os físicos e astrônomos trouxeram o conceito de energia escura. Ela seria a responsável por essa expansão acelerada.
Uma das maneiras de medir e estudar a taxa de expansão do universo é pelas supernovas do tipo Ia e da radiação cósmica de fundo em micro-ondas. Por conta dessas observações, a energia escura teve ainda mais força por conseguir explicar as observações que outros modelos não explicavam.
Justamente por conta disso que a energia escura é relacionada com a constante cosmológica e é amplamente aceita na Cosmologia. Mesmo assim astrônomos e físicos propõe modelos alternativos que expliquem a expansão do universo, mas sem a energia escura.

Meteored
Nesse ponto, pesquisadores da Nova Zelândia disseram ter descoberto evidências de que a aceleração observada poderia ser explicada sem a energia escura. No caso, o que a causaria seriam efeitos dinâmicos relacionados com a geometria do universo em escalas grandes.
Um outro modelo que não leva em consideração a energia escura é o chamado Timescape. De acordo com ele, a aceleração vista pode ser por conta das variações na geometria do universo. E o que causaria essas variações seriam as diferenças na distribuição de matéria em escalas cosmológicas.
Esse modelo postula que as medidas podem mudar conforme a forma que a matéria e a energia são distribuídas no universo. Assim, locais com uma densidade alta experimentariam o tempo de uma forma diferente com os menos densos. Esse fato explicaria a tensão de Hubble e o motivo da taxa de expansão do universo ter valores diferentes dependendo da técnica.
No estudo dos pesquisadores da Nova Zelândia, eles pontuam evidências que são a favor da teoria do Timescape. Eles usaram os dados da colaboração Pantheon+ e criaram um catálogo com 1535 observações de supernovas.
De acordo com eles, as observações concordariam com o modelo Timescape e solucionariam a tensão de Hubble. Contudo, esse modelo tem um grande problema que é a falta de observações argumentando a favor dele.
Fonte: Meteored
Imagens: Meteored






