Ele foi proibido pela Warner Bros. de usar seu nome e usar cabelo verde, mas é o Coringa “mais Coringa” já visto em um multiverso do Batman

Avatar for Mayara MarquesMayara MarquesFatos Nerdoutubro 11, 2024

O Coringa de Cameron Monaghan parece ter sido uma escolha acertada. No entanto, ele sequer pôde se identificar assim, usar os trajes, cabelo ou o nome do vilão. Por quê?

Com novas obras surgindo sobre o Coringa, é normal que as redes sociais voltem a discutir sobre quem foi o melhor vilão do Batman e quem interpretou melhor esse papel tão icônico da DC.

As respostas? Sempre as mesmas. No entanto, há uma versão do Coringa que tende a ser ignorada por dois motivos: ele nunca apareceu nos cinemas e a Warner Bros. proibiu que fosse chamado pelo nome “Coringa”.

Ainda assim, é justo destacar o trabalho de Cameron Monaghan em Gotham. O ator americano, mais conhecido atualmente por interpretar Cal Kestis nos jogos Star Wars Jedi: Fallen Order e Star Wars Jedi: Survivor (curiosamente, ele é o segundo Jedi a interpretar o Coringa, depois de Mark Hamill em Batman: The Animated Series), surgiu na série da Fox como Jerome.

Esse era um vilão inicialmente episódico e descartável. No entanto, sua popularidade foi tão grande que os roteiristas tiveram que transformá-lo em um personagem recorrente, e cada retorno só aumentava o interesse do público.

Via Cromossomo Nerd

Coringa de Cameron Monaghan ganhou o público

Na época do Coringa de Cameron Monaghan, ele contou sobre o que estava acontecendo. Ele disse que o visual tradicional com cabelo verde estava fora de alcance para o elenco e para a direção, assim como o nome do personagem, de fato.

Essa decisão foi tomada pelos executivos para preservar o personagem para os filmes. O ator disse que respeitou essa escolha.

Isso porque não queria diluir uma marca tão lucrativa, e isso também deu a chance de eles serem mais criativos, disse Cameron Monaghan na época.

O personagem nunca pôde se chamar de Coringa, mas em todas as suas aparições provou ser o verdadeiro rei do caos. Seu riso “Ha ha ha” nos deixava arrepiados, e ele se tornava um verdadeiro tormento para os habitantes de Gotham, incluindo um jovem Bruce Wayne, que ainda tinha muitos anos antes de se tornar o Batman.

Apesar de restrições, como a proibição de pintar seu cabelo de verde, o personagem teve elogios por sua caracterização, especialmente em seus primeiros dias.

A decisão de não chamá-lo de Coringa não foi uma escolha criativa, mas sim uma imposição da Warner Bros., que estava relutante em permitir a presença do personagem na TV.

Embora a empresa tenha dado liberdade para reimaginar outros vilões, como o Charada, Pinguim, Sr. Freeze e Chapeleiro Louco, com o Coringa houve uma linha que não podia ser ultrapassada, independentemente do entusiasmo dos fãs nas redes sociais. Ainda assim, os roteiristas tentaram contornar essa limitação.

 

Tentou contornar

Via Jovem Nerd

O diretor e o ator explicaram como fizeram para contornar essa situação sem fazer com que o personagem se descaracterizasse.

Isso porque, eles explicaram, outros personagens são quem dizem ser: o Chapeleiro Louco, o Espantalho, e assim por diante. Todos os vilões loucos se posicionam como quem são.

Mas ele, não. Ele não é o Coringa. O elenco sempre imaginou que o verdadeiro Coringa estava em algum lugar de Gotham, observando atentamente as ações de Jerome e Jeremiah, talvez até de outra pessoa, e usando isso como inspiração para se tornar quem ele um dia viria a ser.

Dessa forma, criaram também uma história prequel para o verdadeiro vilão que estaria nascendo, assim como o próprio Batman daquela ambientação.

Gotham teve uma trajetória de 100 episódios. O que começou como um prelúdio de Batman Begins gradualmente evoluiu para uma narrativa única e divertida, embora às vezes absurda, que soube explorar ao máximo a rica mitologia do Batman.

 

Fonte: IGN

Imagens: Cromossomo Nerd, Jovem Nerd

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