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Entenda como um bebê pode ter três pais biológicos

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      04/10/18 às 16h29

Alana Saarinen é uma pessoa saudável e ativa como qualquer outra no mundo. Gosta de se divertir, sair com os amigos, tocar piano e ler livros. Mas um fato em relação a menina a coloca em uma posição completamente distinta. Saarinen possui o DNA de três pessoas diferentes em cada uma das células de seu corpo.

Alana foi concebida por um método chamado de transferência citoplasmática, em 2000. Este método foi desenvolvido para aumentar a fertilidade de mulheres que não conseguiram engravidar através de fertilização in vitro comum. Os pais de Alana, Sharon e Paul, contribuíram com óvulo e o espermatozoide. Mas uma terceira pessoa também ajudou para dar vida à menina.

A terceira parte

Os médicos inseriram na fertilização de Alana uma pequena quantidade de citoplasma, material celular de aspecto similar a um gel, do óvulo de uma terceira pessoa. Durante o processo, parte do DNA mitocondrial da doadora também foi transferido. Além de tudo, poderia ajudar a corrigir problemas genéticos que poderiam impossibilitar a gravidez de Sharon.

E esta não foi a primeira vez que o método foi empregado. Outras crianças, assim como Alana, nasceram de uma fertilização com três pais. A transferência citoplasmática foi iniciada por um especialista em fertilidade do estado norte americano de Nova Jersey, Jacques Cohen. Entre 30 a 100 crianças já nasceram através do método.

Em 2001, uma agência reguladora dos EUA, a FDA, proibiu que as clínicas de fertilização realizassem tal procedimento até que ele passasse por exigências regulatórias, muito provavelmente elaboradas por eles mesmos, temendo que a alteração da composição genética das crianças fosse muito arriscada. Também se sabe que alguns críticos foram a favor da proibição e argumentavam que misturar o DNA de duas mulheres era antiético.

A nova onda

Há pouco tempo ressurgiu uma demanda e interesse nas transferências citoplasmáticas. Crianças como Alana, e outros nascidos do procedimento, demonstraram que ter três pais biológicos não é tão grave quanto as pessoas, na época, pensavam. Além do que o tipo mitocondrial de DNA dos doares acabam não desempenhando papel determinante em traços herdados de uma pessoa, como a aparência e/ou habilidades.

O DNA mitocondrial ainda pode ajudar a prevenir mais de 50 tipos de doenças genéticas diferentes, além dos já conhecidos benefícios durante o processo de concepção. Devido a isso, a Grã-Bretanha, em 2015, se tornou a primeira nação no mundo a legalizar oficialmente a fertilização in vitro com três progenitores.

Já nos EUA, cientistas e órgãos reguladores ainda estão fazendo as verificações necessárias sobre o método, a fim de prevenir doenças graves em crianças que nasceram por transferências citoplasmáticas. Ou seja, pode ser que não demore muito tempo para que outras crianças voltem a nascer, tecnicamente, com três pais.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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