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Especialista fala por que escurecer o sol pode ser vital para a Terra

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Nosso planeta já tem seu longo período de existência e já passou por várias mudanças. Uma delas os pesquisadores consideram uma das mais drásticas, que é a climática. Vivemos em uma situação de perda e estima-se que, com o passar do tempo, a vida ficará impossível para várias espécies de seres vivos, incluindo os humanos.

Por conta disso, vários planos são pensados para tentar diminuir essa situação. Uma delas, que parece coisa de filme, está cada vez mais sendo considerada pelos cientistas. Eles querem usar a geoengenharia solar que promete “escurecer o sol”.

Isso é considerado porque a humanidade está perto de atingir 1,5°C de aquecimento em meados da década de 2030, e um aquecimento maior que 2,5°C até o fim do século, mesmo com a atual política climática.

Claro que um aquecimento dessa proporção tem o potencial de acabar com comunidades e ecossistemas mais vulneráveis no mundo todo. Por conta disso que algo tão radical como escurecer o sol é considerado.

Nosso planeta é aquecido pelo sol, mas o que o mantém aquecido são os gases de efeito estufa que retém o calor que a Terra emite. Esse efeito de aquecimento que as emissões de CO2 fazem poderia ser combatido com a criação de uma neblina artificial, mas que fosse persistente, assim como as que aconteceram temporariamente com grandes erupções vulcânicas.

De acordo com um estudo, a intensidade do sol tinha que ser diminuída em apenas 1% para que a Terra ficasse 1°C mais fresca. Por mais que esse plano pareça uma coisa improvável, de acordo com todas as avaliações de engenharia feitas até o momento, isso seria sim viável e relativamente barato usando uma frota de jatos que voam alto para liberarem partículas refletoras na atmosfera superior.

Mas é claro que isso levanta a questão, mesmo sendo possível diminuir a intensidade do sol, será que isso deveria ser feito?

Resfriando a Terra

Olhar digital

Mesmo que a intensidade do sol fosse diminuída, isso não iria resolver de forma perfeita as mudanças climáticas. Até porque, o efeito do aquecimento do sol é mais forte durante o dia, no verão e nos trópicos. Já os gases de efeito estufa conseguem aquecer o mundo todo em todos os momentos.

O que seria possível ser criado seria um efeito de resfriamento uniforme no mundo todo com um ajuste de onde as partículas seriam liberadas. Conforme aponta o estudo, isso diminuiria de forma errada os riscos climáticos.

Isso porque o aumento das temperaturas é importante, visto que as espécies do mundo todo estão sempre em movimento e em busca de temperaturas familiares em direção aos polos conforme a Terra vai aquecendo. No entanto, vários deles não irão conseguir acompanhar essas mudanças e outros não terão para onde ir, por conta disso as extinções irão aumentar.

Os animais não são os únicos que sofrem, como está sendo visto com o calor extremo afetando os limites do corpo humano e colocando várias vidas em risco.

Conforme o planeta vai aquecendo, o ar mais quente tira a umidade do solo nas épocas de seca e coloca mais umidade de uma vez só nas épocas de chuva. Esse movimento está fazendo com que as regiões fiquem mais secas e mais úmidas, intensificando tanto as secas como as inundações.

Esse efeito poderia ser compensado com o escurecimento do sol, mas isso acabaria mudando os padrões do mundo de vento e chuva.

Consequências de escurecer o sol

Canaltech

Por mais que diminuir o brilho do sol pudesse manter a Terra fria, isso não iria resolver o ponto principal do problema climático, que é o acúmulo de CO2 e outros gases com efeito estufa na atmosfera. No caso do CO2, ele não apenas aquece o planeta, como deixa os oceanos mais ácidos e dificulta a formação das conchas pelos corais. Esses problemas não seriam resolvidos com o escurecimento do sol.

Além disso, outros efeitos colaterais seriam vistos. Como por exemplo, o céu ficaria mais branco por conta da camada nebulosa de partícula. E se as partículas de sulfato fossem soltas na atmosfera superior, isso agravaria o problema de chuva ácida.

Outra consequência é que essas partículas poderiam impactar a camada de ozônio, que é a proteção do planeta contra os raios UV. O estudo feito mostra que colocar mais partículas de sulfato na atmosfera iria atrasar a recuperação, já lenta, da camada de ozônio.

Isso mostra que escurecer o sol não iria resolver de forma profunda as mudanças climáticas. Por conta disso, a humanidade tem que continuar a fazer o possível para diminuir as emissões.

Fonte: Science alert

Imagens: Olhar digital, Canaltech

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