Curiosidades

Esse polvo de vidro é uma visão incrível e rara do Pacífico profundo

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O nosso planeta esconde segredos que nem mesmo os maiores cientistas conseguiram compreender. Por causa de sua imensidão e tempo de vida, diversas coisas ainda são segredos para nós. Cientistas descobrem, diariamente, diversas coisas. Como por exemplo, novas espécies de animais, plantas e outras coisas.

oceano tem chances de ser uma das partes mais inexploradas e, justamente por isso, surpreendentes do planeta Terra. A imensidão dos oceanos abriga um número incontável de criaturas de todos os tipos. Além de fenômenos curiosos.

Um exemplo disso é esse polvo de vidro que raramente é visto e foi descoberto recentemente. Quando o robô subaquático filmou esse animal pairando nas águas profundas do oceano pacífico central foi possível ver até suas entranhas.

Polvo de vidro

Os biólogos viram esse polvo de vidro durante uma expedição de 34 dia nas Ilhas Phoenix, que é um arquipélago a mais de 5.100 quilômetros a nordeste de Sydney, na Austrália.

Assim como outros animais de “vidro”, como por exemplo sapos, os polvos de vidro são quase completamente transparentes. Eles tem somente seus olhos cilíndricos, nervo óptico e trato digestivo parecendo opacos.

Os biólogos disseram que aconteceram dois encontros com esse animal. Esse número pode parecer pequeno, mas é impressionante visto que antes existiam apenas imagens bem limitadas desse animal.

Os polvos de vidro não foram descobertos até 1918. E mesmo atualmente pouco se sabe sobre esses cefalópodes, a não ser que eles vivem em áreas tropicais e subtropicais no oceano profundo no mesopelágico, ou na zona crepuscular que fica entre 200 a mil metros abaixo da superfície.

A forma cilíndrica dos olhos desse animal pode ter evoluído para conseguir minimizar a silhueta dos olhos do polvo quando ele é visto de baixo. “E é parte da estratégia de camuflagem do animal”, de acordo com um relatório de 1992 no  “Journal of the Marine Biological Association of the United Kingdom”.

Expedição

A expedição que avistou o polvo estava a bordo do navio de pesquisa Falkor, administrado pelo Schmidt Ocean Institute, uma fundação operacional sem fins lucrativos co-fundada por Wendy e Eric Schmidt, o ex-CEO do Google. E os cientistas da Boston University e do Woods Hole Oceanographic Institution também fizeram parte dessa expedição.

Essa expedição terminou no dia oito de julho. E uma equipe de cientistas marinhos descobriu vários animais marinhos em nove montanhas submarinas até então inexploradas, que eram conhecidas como montes submarinos.

Além disso, a equipe também acabou de fazer o mapeamento do fundo do mar em alta resolução. Foram mais de 30 mil quilômetros quadrados ao redor do arquipélago e também tiveram as gravações de vídeo de cinco montes submarinos adicionais filmados pelo robô subaquático SuBastian.

Descobertas

Esse veículo também conseguiu imagens de um tubarão-baleia, que é o maior peixe vivo do mundo, e de um caranguejo de patas compridas roubando um peixe de outro caranguejo.

Ao todo, essa expedição teve 21 mergulhos que deram ao robô a possibilidade de registrar mais d 182 horas no fundo do mar. Desses mergulhos, sete aconteceram no Monumento Nacional Marinho das Ilhas Remotas do Pacífico dos EUA (PRIMNM).

“O oceano contém maravilhas e promessas que nem imaginamos, muito menos descobertas. Expedições como essas nos ensinam por que precisamos aumentar nossos esforços para restaurar e entender melhor os ecossistemas marinhos em todos os lugares, porque a grande cadeia da vida que começa no oceano é crítica para a saúde e o bem-estar humanos”, concluiu Wendy Schmidt.

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