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Existe um aspecto da vida cotidiana relacionado a um melhor bem-estar

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Todos nós buscamos ter um melhor bem-estar em nossa vida para levar a vida de uma forma mais leve. E um novo estudo mostrou que uma variedade de movimentos cotidianos está relacionada a um melhor bem-estar. O estudo foi feito com pacientes psiquiátricos, e essa descoberta pode ajudar a explicar por que os lockdowns por conta da pandemia tem sido bem difíceis para os humanos.

Até porque, se manter ativo enquanto uma pandemia está acontecendo é bem difícil. Principalmente quando várias pessoas tem medo de sair de casa. Algumas começam a fazer exercícios em casa. Mas mesmo assim, as saídas espontâneas são importantes fatores de saúde que geralmente é subestimado.

E quando a maior parte das pessoas pensa em atividades que ajudam a saúde, geralmente, pensam em exercícios como correr, andar de bicicleta ou nadar. Contudo, apenas visitar vários lugares diferentes está relacionado a uma melhor sensação de bem-estar nas pessoas com depressão ou ansiedade.

Segundo um estudo feito por pesquisadores da University Psychiatric Clinics em Basel, Suíça, quanto mais lugares diferentes as pessoas visitarem, melhor elas vão se sentir a respeito do seu bem-estar emocional e psicológico. Isso, mesmo que os sintomas de saúde mental ainda existam.

Estudo

Esse estudo foi feito antes da pandemia e analisou 106 pacientes com problemas de saúde mental. Como por exemplo, transtornos afetivos, transtornos de ansiedade, transtornos de humor, transtornos de personalidade e transtornos obsessivo-compulsivos. Alguns dos pacientes estavam internados em hospitais e outros eram pacientes ambulatoriais que viviam em casa.

Durante uma semana os pacientes carregaram com eles um telefone extra para que seus movimentos fossem rastreados por um GPS. Além disso, eles também responderam várias pesquisas a respeito do seu bem-estar, sua flexibilidade psicológica e seus sintomas de saúde mental.

Os pesquisadores então compararam os mapas do GPS com os resultados das pesquisas e descobriram que um maior movimento no espaço e no tempo parecia coincidir com uma sensação de bem-estar maior. Entretanto, os sintomas de problemas de saúde mental continuaram basicamente os mesmos.

Os pacientes que não estavam internados passavam quase um terço do dia em casa, mas mostraram movimentos consideravelmente maiores do que aqueles que estavam internados e ficavam a maior parte do seu tempo no hospital.

Bem-estar

Assim como era esperado, os pacientes com fobias ou ansiedade em deixar espaços seguros tinham uma mobilidade bem menor. Além de uma área de atividade também bem menor. No entanto, nenhum outro sintoma de problemas de saúde mental parecia ter o mesmo efeito nos movimentos diários de um paciente.

Contrastando com isso, níveis mais altos de bem-estar emocional e um menor grau de flexibilidade psicológica foram relacionados, de forma consistente, a mais movimento e uma variedade maior de movimento.

“Nossos resultados sugerem que a atividade por si só não é suficiente para reduzir os sintomas de transtornos mentais, mas pode pelo menos melhorar o bem-estar subjetivo”, explicou o psicólogo clínico e de saúde Andrew Gloster, da Universidade de Basel.

Descobertas

Essas descobertas se juntam com um tanto limitado de pesquisas existentes a respeito dos efeitos das atividades cotidiana entre as pessoas com problemas de saúde mental. Na verdade, esse estudo é um dos primeiros a usar o rastreamento por GPS como forma de medir o movimento espontâneo dos pacientes estudados.

“Os resultados apontam para o fato de que os padrões de movimento (por exemplo, distância, número de destinos, variabilidade de destinos, etc.) podem servir como um marcador de funcionamento e bem-estar”, concluíram os autores do novo estudo.

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